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Capital

“Enfim a justiça começa acontecer”, diz mãe de Brunão após prisão de réu

Christiano Luna de Almeida foi preso nesta sexta-feira (30), depois de uma decisão da Justiça

Por Luana Rodrigues | 30/06/2017 16:19
Segurança Jefferson Bruno Escobar morreu após agressão. (Foto: Divulgação)
Segurança Jefferson Bruno Escobar morreu após agressão. (Foto: Divulgação)

A notícia da prisão de Christiano Luna de Almeida, 29 anos, chegou como um sinal de Justiça para a família de Jeferson Bruno Escobar, o Brunão, 23 anos, assassinado na porta de uma casa noturna de Campo Grande, em 2011. O réu foi preso na desta sexta-feira (30), depois de uma decisão da Justiça.

De acordo com a mãe da vítima, a cozinheira Edcelma Gomes, 45 anos, a esperança da família agora é que o acusado permaneça preso até o julgamento do caso.

“Até que enfim a justiça começa acontecer, chorei muito com a notícia, porque é uma esperança pra gente. Esperamos que ele fique preso até o julgamento, porque ele não pagou nada, ele tem que pagar pelo que fez”, diz a mãe.

Na decisão que mandou prender Luna, o juiz Aluízio Pereira dos Santos, titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, afirma que ele descumpriu as condições fixadas pela Justiça para que fosse mantido em liberdade. O confeiteiro foi preso imediatamente após a publicação da decisão.

“O acusado possuía mais de uma medida cautelar a ser cumprida, dentre elas, não poderia frequentar o local onde estava e estava ciente ao assinar o alvará de soltura, inclusive de que o descumprimento geraria a revogação automática”, descreveu o juiz.

A defesa do acusado discorda dessa afirmação e diz que irá entrar com um novo recurso, pedindo a liberdade dele novamente.

“Entendemos que a decisão é teratológica, porque o processo está suspenso há mais de quatro anos, por fato que não pode ser atribuído a defesa. Havia um pedido de revogação das mediadas cautelares, feito em maio, que até agora não foi apreciado e de qualquer forma ele não infringiu nenhuma medida cautelar, porque estava num restaurante pacificamente, num ambiente familiar, não estava ingerindo bebida alcoólica”, considera ao advogado José Belga Assis Trad.

No despacho, o juiz citou ainda que, no curso do processo, o acusado postulou constantes pedidos para saídas temporárias, dizendo que participava de retiros com jovens da igreja, totalizando 16 pedidos ao todo. “Ainda não satisfeito, mais recentemente requereu a revogação das condições alegando que havia obtido o trabalho de chefe de cozinha e necessitava trabalhar até as 24 horas”, escreveu.

Em razão do pedido, o magistrado esclareceu que o dono do restaurante onde Luna trabalharia foi intimado a responder determinadas perguntas, porém, sem uma razão aparente, o acusado desistiu do pedido. Assim, refletiu o juiz que tais pedidos de “saídas temporárias por vários dias para locais afastados da Capital em datas festivas e a desistência sumária do pedido de autorização para trabalhar no restaurante até ou além das 24 horas – poderia ser uma forma ‘legítima’ ou ‘jurídica’ de não estar seguindo com seriedade as condições”.

No caso em questão, cita o juiz, o próprio acusado reconhece que estava em plena quarta-feira, dia 22 de junho, no restaurante, que se enquadra em estabelecimentos similares elencados nos locais que ele estava impedido de frequentar.

Sobre a situação, destacou que “o acusado possuía mais de uma medida cautelar a ser cumprida, dentre elas, não poderia frequentar o local onde estava e estava ciente ao assinar o alvará de soltura, inclusive de que o descumprimento geraria a revogação automática”.

Para a defesa de Chrsitiano, os argumentos do juiz são inconsistentes. “São fundamentos esdrúxulos, juridicamente esdrúxulos, então, entendemos que essa decisão não resiste a um sopro e vamos combatê-la com todas as nossas forças”, afirma a defesa.

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