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Capital

“Fiquei cego”, alega réu sobre noite que fez jovem desmaiar com golpe

Jhonny Belluzzo acusado de fazer parte de grupo que espancaram jovem quase até a morte disse a júri que não queria matar

Por Anahi Zurutuza e Kerolyn Araújo | 17/09/2019 10:59
Jhonny Celestino Holsback Belluzzo, de 23 anos, no banco dos réus (Foto: Kerolyn Araújo)
Jhonny Celestino Holsback Belluzzo, de 23 anos, no banco dos réus (Foto: Kerolyn Araújo)

Acusado de tentar matar jovem de 18 anos na saída de uma festa, Jhonny Celestino Holsback Belluzzo, de 23 anos, deu sua versão na manhã desta terça-feira (17) ao júri popular. Ele alega ter ficado revoltado quando pegou na maçaneta para entrar em seu carro e percebeu que estava molhada de urina.

“Estava nervoso e nem vi que o estava fazendo. Fiquei completamente cego. Na hora eu perdi a cabeça. Quando me dei conta, a situação já tinha saído do controle”, relata.

Samuel Acosta Gomes, hoje com 21 anos, foi espancado até perder a consciência no dia 18 de setembro de 2016. Conforme consta na denúncia oferecida pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), tudo aconteceu depois que a vítima urinou em um Fiat Pálio, que pertencia a Jhonny, estacionado na Rua na Vila Jacy.

Jhonny foi avisado sobre a situação e por isso seguiu, junto com amigos, a vítima. O réu admite. “Fui atrás para saber porque ele tinha feito aquilo, queria uma satisfação dele. Fiquei revoltado”.

O jovem agredido estava chegando a pé a uma residência e correu quando percebeu o comboio de carros estacionados em frente ao local.

Ainda assim, foi alcançado e agredido. Mesmo após a sessão de espancamento, Jhonny deu um “mata leão” na vítima e quando o jovem já estava inconsciente continuou chutando a cabeça do rapaz. As agressões só terminaram quando pessoas que assistiam a cena de violência impediram.

No vídeo, é possível ouvir uma pessoa gritar: “não mata ele não”. A vítima foi deixada no local sem que ninguém acionasse socorro médico. Veja o vídeo:

Sobre o mata-leão, Jhonny narrou que não sabia que se tratava de um golpe de arte marcial e que agiu por impulso. “Eu queria imobilizá-lo, mas perdi total a cabeça. Foi na hora da raiva. Jamais tive a intenção de matar. Nem sabia o nome do golpe”.

Assim como a vítima, o jovem também comentou sobre o encontro que teve com Samuel antes do caso ganhar repercussão. “Pedi perdão e ofereci ajuda. Ele também pediu desculpa e a gente se acertou”.

O crime só chegou à policia dois dias depois, quando o vídeo do espancamento viralizou nas redes sociais.

A advogada Nabi Maksoud defende que Jhonny seja punido pelo crime de lesão corporal, assim como Alessandro Ronaldo Mosca Júnior e José Guilherme do Carmo Weiler, que também aparecem nas imagens. “Não há provas de que ele queria matar”.

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