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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

20/05/2013 16:12

"Qualquer um ficaria chocado", diz mulher que socorreu menino torturado

Nadyenka Castro e Paula Maciulevicius
Local onde criança vivia. (Foto: Rodrigo Pazinato)Local onde criança vivia. (Foto: Rodrigo Pazinato)

Primeiro de fevereiro de 2013. Era para ser mais uma simples tarde na vida de uma mulher de 43 anos. Mas, a reação dela diante do que viu enquanto comia chipa no portão da casa da mãe, no bairro Nova Lima, em Campo Grande, mudou a vida de uma família, e, principalmente, a deu de volta a um menino de, na época, seis anos. Ela é uma das testemunhas a serem ouvidas pela Justiça sobre o caso do menino que era torturado pelos tios.

“Qualquer um ia ficar chocado”, resume a mulher, que teve sensibilidade para ver que a criança que passava na rua com toca na cabeça, sacola nas mãos e olhava para o salgado, queria bem mais que o alimento.

A mulher chamou o menino e perguntou se ele queria chipa e ele respondeu que sim. Durante o rápido diálogo, ela observou machucados nele e o chamou para dentro de casa.

Enquanto o pequeno se alimentava, ela viu que ele tinha cicatrizes antigas e marcas recentes, que a toca escondia hematomas na cabeça, cortes nas orelhas e que os pulsos estavam inchados e as unhas picotadas.

A primeira justificativa dele para a situação é de que ele havia caído de árvore. “Aí eu disse que se fosse isso não ia ficar daquele jeito, e ele então contou que dormia com o cachorro, que não deixavam ele comer e que estava com pulsos inchados porque foram amarrados”, lembra a testemunha que não pode ser identificada.

Ao perguntar para onde ele estava indo, ele disse inicialmente que ia para a casa da avó, mas depois começou a chorar e a contar sobre a difícil situação dele. “O meu tio é o mais ou menos bonzinho. Mas ele sabe que ela [tia] bate”, disse o pequeno à desconhecida, que resume. “Era muito difícil ninguém ter visto aquilo tudo”.

A mulher então chamou a Depca (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), que prendeu o casal. Enquanto os tios foram para a cadeia, a criança foi para um abrigo e ficou sob cuidados médicos. Dias depois, a mãe chegou à Capital, o pequeno se recuperou rapidamente e eles voltaram para o Mato Grosso. O garoto estava com os tios fazia oito meses, segundo a mãe.

Defesa – Advogado da tia e madrinha do menino, Marcos Ivan da Silva, disse que a cliente dele confessa as agressões, nega que ele ficasse no canil e fala que o sobrinho era “uma criança de índole muito má”.

Marcos Ivan lembra que a audiência da tarde desta segunda-feira é a primeira sobre o caso e que irá tentar esclarecer “o que aconteceu e a dosagem de culpa de cada um, para que não fique todo mundo com uma conduta só”.

O advogado do tio do menino, Selmen Dalloul, declarou que a estratégia dele “é a verdade” e que pediu a revogação da prisão preventiva do cliente.

“O padrinho da criança não tem culpa”, afirma Selmen, justificando que o acusado trabalhava das 6h às 19 horas e que quando chegava em casa e via o afilhado machucado, a esposava falava que era resultado de brincadeiras na rua.

Um rapaz que morava nos fundos da residência do casal também será ouvido pela Justiça e falou que o vizinho era amoroso e dizia que sonhava em ter filhos.



Sonha com filhos??? pra que???? Pra torturar também.... Se sabia, se morava e presenciava essa "cadela" torturando o menino é PIOR AINDA... Um frouxo... Incapaz de fazer o bem.... Tem que ir pra cadeia SIM!!!! Os dois!
 
Letícia Zanezi em 21/05/2013 09:13:00
Muito trite tudo isso que vemos o ser humano fazer com uma criança, em pensar que neste exato momento outras barbáries como essa estão acontecendo em qualquer parte do mundo ou até mesmo ai do lado de sua casa, vamos cuidar de nossas crianças para que situações como estás não acontecem mais e que Deus possa estar nos abençoando!!!
 
Roberto Odorico em 21/05/2013 08:35:37
Cão do inferno, mulher infeliz, como o um advogado se propõe a defender um animal desse..."má indole"..o único que tem má indole , é a vc mulher. Eu espero que tu não escape da justiça humana, mas fique certa ...que da DIVINA, você não escapará.
 
marcia silva em 21/05/2013 08:20:09
Este advogado deste da tia que beleza ficar fazendo o que fez a uma criança de 06 anos de idade,sou pai e nunca tive estas vontades criança e criança fazem traquinagens,se ela e tudo isto que este "NOBRE ADVOGADO" diz em defesa pq a " OS TIOS AMOROSOS" não devolveram a criança a família,será que gostariam q fizessem o mesmo com um filho seu,deve sim ser educar os filhos,ou de quem somos tutores,mais não espanca-los ou torturar como faziam,deve ser feito um trabalho muito psicológico muito grande a esta criança,pq senão qdo tiver sua família poderá achar que isto e normal,e fazer o mesmo com seus filhos e até esposa,reflexo segundo a defesa dos acusados da "SUA MÁ ÍNDOLE"......
 
Luiz Benites em 21/05/2013 08:02:55
Se Deus quiser jamais eles terão filhos, coitado desse inocente... Q Deus abençoe essa alma q ajudou'
 
Bruna Rodrigues em 21/05/2013 07:31:47
Não sei o que concluir com esse texto. Conheço a história e sei de sua importância, que é significativa. Mas o texto remete a uma crônica ou um conto que pode ser ou não real, dependendo de quem o ler. Afinal, a história real é policial e se trata de maus tratos a um infante. Deve ser escrito com a seriedade e dramaticidade a que faz juz. Deve remeter a falta de cumprimento ao Estatuto da Criança e Adolescente. O caso é muito sério. E deve levar não somente à reflexão, mas à penalidade.
 
Fátima Santos em 20/05/2013 23:25:35
por favor, tirem a propaganda de cima da noticia, como vamos ler se está tampada?
 
naziozeno goncalves lopes em 20/05/2013 20:54:06
Deus livre de ser "PAI", as vezes vejo meus filhos tendo de tudo e ainda reclamando, e ouço uma barbaridade dessas eé de apertar o coração de qualquer um...
 
sandra lima em 20/05/2013 19:20:41
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