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Campo Grande, Terça-feira, 23 de Abril de 2019

21/02/2019 11:17

“Retrocesso”, diz Marquinhos sobre tirar poder de atuação da Guarda

"Se com 1,5 mil nas ruas a violência está grande, imagina com eles ao lado de cimento", disse prefeito durante agenda pública na manhã desta quinta-feira

Danielle Valentim e Anahi Zurutuza
Marquinhos Trad em entrevista durante agenda pública, no Parque Jacques da Luz, na manhã desta quinta-feira (Foto: Danielle Valentim)Marquinhos Trad em entrevista durante agenda pública, no Parque Jacques da Luz, na manhã desta quinta-feira (Foto: Danielle Valentim)

O prefeito Marquinhos Trad (PSD) diz que vai recorrer da decisão que tira o “poder de polícia” da Guarda Municipal. Para o chefe do Executivo municipal, deixar 1,5 mil homens cuidando de prédios públicos é um retrocesso e quem sofre é a população.

“Não mudou só o nome mudaram algumas atribuições, eu ainda vou analisar a decisão. Mas, você colocar uma série de profissionais apenas para cuidar de prédio público acredito que é retrocesso”, afirmou.

A Guarda, que antes fazia somente o trabalho de segurança patrimonial, já vinha num processo de transformação das atribuições e virou Polícia Municipal no dia 23 de outubro do ano passado. A mudança causou polêmica e virou até motivo de rixa com a PM (Polícia Militar), ligada ao Estado.

Nesta quarta-feira (20), por decisão do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), a Polícia Municipal, ligada à Prefeitura de Campo Grande, voltou a ser Guarda Municipal e perdeu o poder de polícia, adquirido desde a alteração da Lei Orgânica da Capital, em 2017.

Por 10 votos favoráveis, desembargadores julgaram nesta quarta-feira ação direta de inconstitucionalidade movida pela AOFMS (Associação dos Oficiais Militares Estaduais de MS).

Marquinhos diz ser contra a decisão e reduz a discussão a uma implicância. “A questão do uniforme é o de menos, a preocupação é com a população. Eles não podem mais exercer a função de policiais e a prefeitura vai recorrer, mas até ter decisão demora e quem é prejudicado é a população. Se hoje com 1,5 mil nas ruas, a violência já é grande, imagina eles ficando ao lado de cimento”, disse durante agenda pública na manhã desta quinta-feira (21).



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