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Campo Grande, Segunda-feira, 27 de Maio de 2019

15/05/2019 16:20

Acadêmicos presos por estelionato fariam entrega de documentos falsos

Os três esperavam o homem que receberia a “encomenda” quando foram presos na Avenida Fábio Zahran

Geisy Garnes
Depois de presos, os suspeitos foram levados para a Depac Centro (Foto: Divulgação)Depois de presos, os suspeitos foram levados para a Depac Centro (Foto: Divulgação)

Minutos antes de serem presos, os três acadêmicos de Medicina esperavam um desconhecido para entregar uma pasta cheia de documentos falsos vindos do Paraguai. Eles foram detidos em flagrante na tarde desta terça-feira (14) após alugarem quatro carros usando uma CNH (Carteira Nacional de Habilitação) falsificada.

Conforme o depoimento dos próprios suspeitos à polícia, a ideia de alugar os carros veio de Sérgio Henrique da Silva Lima, de 40 anos, enfermeiro assistente e estudante do 3º ano de medicina em uma faculdade de Pedro Juan Caballero. O plano, segundo eles, era chegar a Capital, alugar os veículos – um para cada – e sair para “curtir a noite”.

Os dois primeiros carros – um Volkswagen Virtus e um Renault Duster – foram alugados em empresas do Aeroporto Internacional de Campo Grande e de lá deixados em um posto de combustível da Avenida Eduardo Elias Zahran. O terceiro carro alugado foi um Chevrolet Onix, onde o proprietário desconfiou dos documentos apresentados para o contrato e chamou a polícia.

Antes da prisão, no entanto, o trio foi até um bar da Avenida Fábio Zahran, próximo a Salgado Filho, onde deveriam encontrar o suspeito e entregar a pasta com declarações de imposto de renda e contas de energia em nome de outras pessoas, incluindo a que estampava o documento apreendido eles. Em depoimento, Sérgio explicou que trouxe a pasta a pedido do homem de quem comprou a CNH falsa, na linha de fronteira entre Brasil e Paraguai.

Pelo WhatsApp manteve contado com o suspeito que receberia a “encomenda” e ainda foi orientado a alugar os carros e levar todos eles para a fronteira, mas para a polícia, negou que faria isso. Sérgio alegou apenas que ele e os amigos usariam os carros para “festar” e deixariam no posto de combustível, com exceção do Virtus, que seria abandonado na Rodoviária de Ponta Porã.

A pasta com os documentos foi encontrada na mochila de Patrick Dioney Pereira de Moraes, de 26 anos. Ele estava no bar onde o encontro foi marcado com o terceiro envolvido no caso, Emerson Mascarenhas de Costa Júnior, de 19 anos. Os dois jovens relataram a polícia que esperaram o desconhecido chegar por 15 minutos e quando resolveram ir embora descobriram que o Onix não estava funcionando.

Eles chegaram a tentar dar “tranco” no carro, sem saber que o veículo havia sido travado pela seguradora. Foi por conta disso que Sérgio saiu para alugar o quarto carro, um Volkswagen Gol. Enquanto ele saiu, a policiais da Força Tática do 1ª Batalhão da Polícia Militar foi avisada pelo dono de uma das locadoras e abordou os dois mais novos.

Ainda conforme o flagrante, Patrick e Emerson perceberam a movimentação da polícia e chegaram a pedir um Uber para deixar o local, mas foram detidos antes de conseguirem entrar no carro. Sérgio foi preso ao passar pelo local para buscar os amigos. Os três negaram que usariam os carros alugados para algum tipo de crime, mas para a polícia todos os veículos seriam levados para o Paraguai e de lá usados pelo crime organizado.



Tenho lido frequentemente o envolvimento de estudantes de medicina de Pedro Juan envolvidos com crimes dos mais diferentes tipos.
Será que a faculdade de medicina de lá está servindo de esconderijo de malandros?
 
Critico em 15/05/2019 20:44:45
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