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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

31/01/2011 23:59

Independente de qualquer decisão, Expogrande será realizada, diz nota

João Humberto

Em nota encaminhada nesta noite à imprensa, a Acrissul (Associação de Criadores de Mato Grosso do Sul) diz que foi surpreendida com a decisão judicial contrária aos shows há 70 dias antes de começar a Expogrande. A entidade espera que a decisão final não recaia em cima da hora, o que colocaria a Feira em situação de caos e emergência, com decisão contra ou a favor.

De acordo com Francisco Maia, presidente da Acrissul, o órgão promove a Expogrande há 73 anos, evento que se transformou na maior feira agropecuária e de entretenimento do Centro-Oeste, divulga a nota. A previsão para este é de cerca de 400 mil pessoas.

A Acrissul cita que as festas no Parque de Exposições Laucídio Coelho causaram o surgimento de grandes talentos da música sertaneja local, como: João Bosco e Vinicius, Maria Cecília e Rodolfo, Michel Teló, Amannda, Munhoz e Mariano, Jads e Jadson, o meteoro Luan Santana, além de Almir Sater.

Segundo a associação, o impacto da Expogrande é extraordinário no comércio local e na geração de emprego. Independente da decisão judicial, a Feira será realizada normalmente neste ano, aponta a Acrissul.

Já estão programados mais de 50 leilões e prevista uma comercialização de 30 mil cabeças de gado de corte, fator que consolida a Feira como a maior exposição em venda de gado comercial no mundo.

Na opinião da Acrissul, a decisão do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), que acatou a pretensão do Ministério Público, negada pelo juiz de direito Amaury da Silva Kuklinski, da Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, não afeta os produtores. “Mas é um golpe mortal no negócio do lazer em nosso estado. Campo Grande não dispõe de local mais apropriado para shows como o Parque Laucídio Coelho, tanto é que as festas promovidas pela própria prefeitura da Capital são na Acrissul”, sustenta a nota.

“Entendemos que o problema deve ser resolvido no âmbito do Poder Público, para evitar que esse grande negócio do entretenimento, que se tornou um segmento forte da economia seja desviado para Cuiabá, assim como os jogos da Copa do Mundo”, diz a nota à imprensa.

Na quinta-feira, Francisco Maia disse que uma reforma acústica para dar fim ao alto som dos shows no Laucídio Coelho é cara e inviável. Uma das soluções apontadas por ele se refere a adequar o horário dos shows.

Reunião - Na tarde de hoje, o governador André Puccinelli (PMDB) se reuniu com sete promotores de evento, além do vereador de Campo Grande, Vanderlei Cabeludo (PMDB), na governadoria, para discutir uma alternativa ao problema. Também participaram do encontro o secretário de governo Osmar Jerônymo e a vice-governadora Simone Tebet (PMDB).

Ele disse que o que puder fazer para resolver o impasse da realização ou não de shows no Parque de Exposições Laucídio Coelho, fará. No entanto, quer que a situação seja resolvida em âmbito jurídico.

Problema - O TJ/MS suspendeu, na semana passada, sob pena de multa de R$ 100 mil, a realização de shows, eventos e rodeios no Laucídio Coelho.

Na ação civil pública, o Ministério Público aponta que os eventos não têm a concessão dos licenciamentos ambientais necessários; que o local onde está o Parque de Exposições é zona residencial e deve-se respeitar o limite máximo de ruídos fixados em lei. Para o MP, a limitação não é respeitada e resulta em reclamações de moradores da região.



Concordo que as pessoas proximas ao Parque Tenham Reclamado, elas tem todos os direitos. Mais eu acho que não deveria acabar os shows da Exposição, as pessoas não pensam quantos milhões de reais é gerado para CG em um Simples Evento, quantas pessoas depende disso, com barracas de lanches, Sucos e etc. Não pensam o Quanto tudo isso é Tradicional para MS, a Capital de Ms foi considerada anos atraz uma das mais Atrazada em Cultura, Lazer, Agroindustriais e hoje quando conseguimos reverter esse indice como a Capital de Revelações Sertanejas, algumas meia duzia de pessoas querem mudar a Tradição de mais de 750 mil hab. Não querendo ser insensível, mais todas essa pessoas que entraram com a liminar no TJ/MS não pensam nelas proprias, pois garanto que quantas delas não ganham dinheiro Cobrando Estacionamento de Motos/Carros, na frente ou na varanda de suas casas. Não sejamos epocrétas em adimitir que CG/MS precisa disso. att,
 
Beatriz Aramburu Benites em 02/02/2011 11:23:48
A verdade é que a cidade cresceu e não é mais possível fazer um evento desta magnitine em um local que não tem estrutura para isso.
Há 73 anos atrás, aquela região era afastada do centro e seus eventos eram bem menores, o que não afetava os moradores locais.
Cabe aos organizadores juntamente com o poder público, encontrar um local próprio para fazer shows, eventos e a nossa tradicional exposição agropecuária, com acústica e local de estacionamento adequados, pois a população campograndesse merece.
Sou a favor da cultura popular, porém com ordem e segurança, por isso acredito no entendimento dos interessados, visando o bem coletivo.
 
Mônica Rinaldi em 02/02/2011 10:26:12
O fato é que 'não é de hoje que a população do bairro Joquei Club e imediações vêm sendo submetida a condição de refém, ante aos abusos realizados no Parque Laucidio Coelho.

Devemos considerar que, aquela área é RESIDENCIAL e a comunidade vêm 'lutando' durante anos, junto ao PODER PUBLICO, para que as condições insalubres, quanto as quais são e foram submetidos os moradores durante anos, tivessem fim, fato este que agora ocorreu, ante a correta decisão do PODER JUDICIÁRIO.

É fato que, os imóveis localizados nas imediações daquele 'parque' sofreram e continuariam a sofrer 'desvalorização imobiliária', pois, quando falamos em 'insalubridade' estamos falando, tanto da 'POLUIÇÃO SONORA, como bem, das questões referentes a ausencia de HIGIENE, vez que, o gado ali 'encurralado' exala seu 'fedor' por toda a região limitrofe.

Então, questionamos:
a) quem irá arcar com os custos da desvalorização imobiliária, causada pela localização inadequada daquele parque, que hoje, encontra-se em região absolutamente residencial?

b) quem irá arcar com os custos decorrentes da insalubridade,que cada morador daquele bairro, na condição de 'refém' por inércia politica, foi submetido durante anos e anos a fio, vez que, a 'lei do berrante' imperava sobre os direitos a paz e ao sossego, que cada morador, tem por direito?
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Cremos que, a ACRISSUL deve ser responsabilizada civilmente, indenizando cada morador do bairro Joquei Club e imediações, que teve o seu direito ao sossego perturbado, vez que, estava ciente de que seus 'eventos' encontravam-se em desconformidade com as normas de ordem legal e mesmo assim, 'arrogou-se' a realizá-los, como se 'dona' daquela região o fosse.

Enfim, cremos que, CAMPO GRANDE não é CURRAL e o POVO que aqui habita não é GADO.

Mas, se alguem pensa de modo contrário, então, que 'pague uma bela indenização, para cada morador do bairro Joquei Club e imediações, por dano material [desvalorização imobiliária] e moral [ ante a insalubridade decorrente tanto da POLUIÇÃO SONORA como bem, ante insalubridade decorrente da produção de esterco e urina do gado em área residencial].

Fácil né?!

" Afinal, 'quem não tem competencia para se adequar as disposições de 'ordem legal' que não se estabeleça" E se a ACRISSUL não consegue cumprir a LEI que fique em SILENCIO. [Antes tarde do que nunca].
 
Maria Quiarote em 02/02/2011 10:19:19
É como diz a canção...e vida de gado povo marcado povo feliz....De fato como relata Maria Quiarote essa atitude por parte dos adiminstradores do parque de exposições coloca toda uma comunidade como refém dos seus abusos [poluição sonora], sem falar da do cheiro de exterco e urina de animais que poluiem a região (atraindo moscas etc...)sendo certo ainda, que o justo por justo, seria que os responsaveis por tais atos descumpridores da norma, fossem ainda 'obrigados' a indenizar moralmente, cada morador daquele bairro e das demais regiões, que durante anos, tem por subtraido o direito ao sossego e a paz em seu lar... e cabivel tal indenização... e de se pensar seriamente sobre essa possibilidade...
 
pereira junior em 01/02/2011 12:01:59
Não é de hoje que há expogrande e grandes show no Parque Laucidio Coelho , mas também a população tem todo o direito de reclamar pois esta em jogo a paz da entidade próxima ,diante disso o correto seria haver shows , expogrande , rodeio e tudo mais ao longo do ano de 2011 e estudar a possibilidade de construir ou ate mesmo ocupar um outro local para as festividades em jogo ,somente no ano 2012.
A população próxima conviveu com isso durante tanto tempo não é agora que eles vão causar tanto impasse a cultura de Campo Grande .Pois se isso ocorrer haverá um grande prejuízo a cidade e aos moradores que tem o habito de se divertir toda santa Expogrande e Rodeios que na minha opinião é somente isso que tem de divertido e razoável-mente barato nessa grande cidade do interior , tomados por pessoas que não quer ver o desenvolvimento dela !
 
Andressa Queiroz em 01/02/2011 11:59:08
Parabenizamos o Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso do Sul, que ante as ações do Ministerio Publico Estadual 'proibiram' que o Parque de Exposições Laucidio Coelho, seja utilizado como 'palco' para o desrespeito aos moradores limitrofes daquela área [Joquei Club]. Vez que, não é de hoje que uma 'elite' pseudo detentora de poder, coloca toda uma comunidade como refém dos seus abusos [poluição sonora], sendo certo ainda, que o justo por justo, seria que os responsaveis por tais atos descumpridores da norma, fossem ainda 'obrigados' a indenizar moralmente, cada morador daquele bairro e das demais regiões, que durante anos, tem por subtraido o direito ao sossego e a paz em seu lar. A perturbação causada pela POLUIÇÃO SONORA advinda dos eventos realizados naquela região não podem ser medidos economicamente apenas em favor de uma elite, mas sim, em relação a toda uma comunidade, que como refém, jamais foi beneficiada pelo descumprimento da Lei de apenas um grupo. Assim sendo, reiteramos que a decisão judicial está correta, e caso queiram fazer barulho, que façam na fazenda de algum latifundiário. Afinal, boi e vaca, com certeza não haverão de reclamar do BARULHO.
 
Maria Quiarote em 01/02/2011 10:44:39
O que é mais certo a se fazer neste momento, diante deste impasse e futuras crises maiores, é permitir os shows deste ano que já estavam programados e rever os futuros, para não causar prejuízos maiores aos organizadores e ao Estado de Mato Grosso do Sul, pois daqui para frente os artistas não vão querer mais vir para cá, com tantos problemas estruturais e organizaçonais.
 
Linden Lane Braga Werner em 01/02/2011 09:04:40
À lei é para todos se voce faz uma festa na sua casa depois das 22:00 não pode ter som alto porque então exposição pode? ta certo
ministério publico .
 
cristian r santana em 01/02/2011 08:54:54
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