Advogado "mensageiro" do PCC é condenado por porte de arma
Bruno Ghizzi recebeu pena de 2 anos e em março criminalista foi condenado por facção paulista
O advogado Bruno Ghizzi, apontado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) como um dos integrantes do núcleo jurídico do PCC (Primeiro Comando da Capital) em Mato Grosso do Sul, sofreu nova derrota na Justiça. Desta vez, a condenação é relativa ao crime de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido.
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Advogado apontado como integrante do núcleo jurídico do PCC em Mato Grosso do Sul, Bruno Ghizzi foi condenado a 2 anos de reclusão por porte ilegal de arma de fogo, após ser flagrado com munições em 2021. Esta é sua segunda condenação no ano, somada a 4 anos por envolvimento com a facção. A OAB-MS também suspendeu seu registro profissional. A defesa pode recorrer da decisão.
Bruno foi denunciado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). Conforme o documento, em 21 de outubro de 2021, o advogado foi flagrado transportando munições de arma de fogo - dois carregadores e 15 munições calibre 380.
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A sentença foi publicada no Diário da Justiça desta terça-feira (14), mas o julgamento aconteceu no final de março deste ano, e é assinada pela juíza Eucelia Moreira Cassal que condenou Ghizzi a 2 anos de reclusão e ao pagamento de 10 dias-multa, mas com cumprimento em regime aberto.
"Gravata"
Esta não é a primeira condenação do advogado neste ano. Em março de 2026, Ghizzi foi condenado a 4 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão por envolvimento com a facção criminosa PCC. Naquela ocasião, a investigação apontou que ele utilizava as prerrogativas da profissão para atuar como "mensageiro" do grupo, repassando informações entre detentos e integrantes em liberdade.
Bruno foi um dos principais alvos da Operação Courrier, deflagrada em março de 2022. Durante o período de investigação, ele chegou a ficar preso por dois anos na Penitenciária da Gameleira II, conhecida como "Federalzinha", sendo colocado em liberdade em dezembro de 2023 sob monitoramento por tornozeleira eletrônica e pagamento de fiança de quase R$ 40 mil.
Além dos processos criminais, o advogado também enfrenta sanções administrativas. Recentemente, o Tribunal de Ética da OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil) suspendeu o seu registro profissional, impedindo-o de exercer a advocacia.
Na nova sentença pelo porte de arma, a pena fixada foi a mínima prevista em lei. A defesa do advogado ainda pode recorrer da decisão junto ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.
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