Anos depois de mortes em série, veja como está o “Maníaco da Cruz”
Preso em ala psiquiátrica, Dyonathan será interrogado nesta terça por novo caso
Quase duas décadas após os crimes em série que chocaram Mato Grosso do Sul, Dyonathan Celestrino, de 34 anos, conhecido como “Maníaco da Cruz”, segue internado na ala psiquiátrica do IPCG (Instituto Penal de Campo Grande) e volta a ser alvo da Justiça.
RESUMO
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O "Maníaco da Cruz", Dyonathan Celestrino, de 34 anos, será interrogado nesta terça-feira (28) por videoconferência após resistir a agentes prisionais em setembro de 2024, quando arremessou urina contra um servidor. Internado na ala psiquiátrica do IPCG, em Campo Grande, ele ficou conhecido em 2008 ao matar três pessoas em Rio Brilhante aos 16 anos e segue registrando episódios de indisciplina na unidade.
Imagens recentes mostram um Dyonathan bem diferente daquele adolescente que ganhou notoriedade nacional em 2008. Hoje, ele aparece com o rosto mais cheio, cabelo curto e aparência distinta da fase em que tinha cabelos mais longos e visual marcante à época dos crimes.
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Ele será interrogado nesta terça-feira (28), às 14h20, em audiência por videoconferência, no âmbito de um termo circunstanciado por resistência, após episódio ocorrido dentro da unidade prisional em setembro de 2024.
Conforme boletim de ocorrência, Dyonathan se recusou a retornar para a cela depois do banho de sol e precisou ser contido por policiais penais com uso de escudo. Durante a ação, ele arremessou urina armazenada em uma garrafa contra um dos servidores, atingindo o olho do agente.
O comportamento agressivo é recorrente. Em 2023, ele já havia atacado outro policial com socos em situação semelhante, também ao resistir ao retorno para a cela.
A audiência desta terça marca o avanço do caso na Justiça, com oitiva do interno e de testemunhas. O ato será realizado por videoconferência, conforme determinação judicial.
Histórico — Dyonathan ganhou notoriedade em 2008, quando, aos 16 anos, matou três pessoas em Rio Brilhante, em crimes cometidos em sequência e com características semelhantes. As vítimas foram o pedreiro Catalino Gardena, a frentista Letícia Neves de Oliveira e a adolescente Gleice Kelly da Silva, de 13 anos.
Após ser apreendido, ele chegou a fugir da Unei de Ponta Porã em 2013, sendo recapturado semanas depois no Paraguai. Desde então, permanece sob custódia do Estado.
Ao longo dos anos, a permanência dele no sistema prisional já foi alvo de questionamentos judiciais. Em decisão de 2017, a Justiça chegou a determinar a transferência do interno, ao considerar inadequada a manutenção de pessoas com transtornos mentais em unidade prisional comum, apontando que a situação “não dá para tapar o sol com peneira”.
Apesar disso, ele segue até hoje no IPCG, onde é acompanhado por equipe de saúde e já participou de atividades de reinserção, como curso superior a distância.
Mesmo anos depois dos crimes, ele continua protagonizando episódios de indisciplina dentro da unidade, o que mantém o caso sob acompanhamento constante das autoridades.




