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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

27/01/2016 19:38

Antes de morrer, médico mandou SMS se despedindo de esposa, diz delegado

Depoimento de familiares levou a polícia a descartar a hipótese de latrocínio

Bianca Bianchi
Médico trocou mensagens em tom de despedida com esposa (Foto: Arquivo pessoal)Médico trocou mensagens em tom de despedida com esposa (Foto: Arquivo pessoal)

Depois de ouvir os depoimentos da esposa e de dois colegas de residência do médico Francis Giovanni Celestino, 31 anos, encontrado morto na manhã de quinta-feira passada (22), dentro de seu veículo próximo à fazenda Piana, em Sidrolândia, a 71 quilômetros de Campo Grande, o delegado Edmilson José Holler reafirmou que o caso se trata de suicídio. A hipóstese de assassinato, levantada durante a semana por amigos e familiares, foi descartada.

"Eu não tenho dúvidas de que foi suicídio", disse o delegado responsável pelo caso. Segundo Holler, mensagens de celular trocadas entre o médico e a esposa, Mariana Lima, são provas. Nela, Francis teria falado em tom de despedida e pedido perdão à esposa.

Mariana e os dois colegas de residência, que não quiseram ser identificados, prestaram depoimento na quarta-feira (27) na 6ª Delegacia de Polícia da capital.

A hipótese de que o homem de 44 anos, com quem Francis se envolveu em um acidente de trânsito em abril do ano passado, seja o autor do crime, foi descartada pelo delegado. "Esse homem entrou com uma ação de indenização contra Francis, se ele tem interesse em receber o dinheiro, não ia matá-lo", explica Holler.

Os depoimentos ajudaram a descartar também a hipótese de envolvimento de Francis com agiotas. "Não há qualquer indício em relação a isso", diz o delegado.

Colega de residência e amigo pessoal de Francis, um homem que não quis ser identificado disse que, apesar de ser considerado muito querido entre os colegas de profissão, pacientes e enfermeiros, o médico era também reservado com seus problemas pessoais.

Onze dias antes de morrer, Francis havia registrado um boletim de ocorrência por preservação de direito. No documento, o médico alega à polícia que estava sendo coagido a trabalhar durante toda a noite e sem horário de descanso na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Universitário, na Capital. “É fato que ele estava sofrendo muita pressão. Ele não estava feliz com aquela situação. Como é que fica feliz trabalhando 18 horas por dia e sem descanso?", comenta o colega.

A previsão é que os laudos da arma e do corpo cheguem na semana que vem. A Polícia Civil tem mais 20 dias para finalizar o inquérito inicial.

Caso - Francis foi encontrado morto dentro do carro trancado, ferido com dois tiros de uma pistola Taurus calibre 380 no peito. O médico estava de jaleco e luvas de procedimento nas mãos. Medicamentos tarja preta estavam espalhados pelo carro.

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Isso está muito estranho, como que um delegado descarta assassinato somente por mensagens de desculpa? Uma pessoa que vai ser assassinada também pode querer mandar mensagens de desculpas. Acho isso, no mínimo, muita falta de experiência do Delegado!
 
Pacheco em 28/01/2016 11:40:34
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