Após 85 dias presa e convulsões, Rossana Jafar consegue prisão domiciliar
Juíza autorizou monitoração eletrônica por 180 dias; empresária só poderá sair de casa para tratamento médico
A empresária Rossana Paroschi Jafar, presa na Operação Gutenberg, teve a prisão preventiva substituída por domiciliar com monitoração eletrônica nesta quarta-feira (30), após 85 dias na cadeia. A decisão é da juíza Eucelia Moreira Cassal, da 3ª Vara Criminal de Campo Grande, que acolheu o pedido da defesa por motivos de saúde.
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A empresária Rossana Paroschi Jafar, presa na Operação Gutenberg, teve a prisão preventiva substituída por domiciliar com monitoração eletrônica nesta quarta-feira (30), após 85 dias detida. A juíza Eucelia Moreira Cassal, da 3ª Vara Criminal de Campo Grande, acolheu o pedido da defesa por motivos de saúde: a empresária tem epilepsia e sofreu duas crises no presídio. O prazo inicial da monitoração é de 180 dias. Ela responde por organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa em esquema de contratos de livros com prefeituras, e a denúncia pede ressarcimento de R$ 27 milhões.
Rossana tem epilepsia e, conforme a documentação médica citada na decisão, sofreu duas crises convulsivas durante sua permanência em presídio. A magistrada estabeleceu prazo inicial de 180 dias para a monitoração eletrônica e determinou a expedição do alvará de soltura.
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O laudo médico, emitido em 3 de setembro, aponta que o ambiente prisional dificulta o acesso à neurologista, a realização de exames e o acompanhamento de ajustes nas doses dos medicamentos. Essas dificuldades aumentam o risco de agravamento do quadro convulsivo, alegou o advogado Pedro Paulo Sperb, que representa a empresária.
A documentação registra pelo menos seis crises desde 2022, duas delas no período de encarceramento. Para a juíza, a condição exige supervisão médica e cuidados específicos, cuja execução adequada é difícil no ambiente prisional. “Ressalte-se que a prisão domiciliar, no caso, não representa impunidade ou benesse, mas sim medida que visa garantir o tratamento médico adequado à requerente, sem comprometer os objetivos da persecução penal”, afirmou a magistrada.
Restrições – Rossana deverá permanecer em casa em período integral e só poderá sair para tratamento médico. Os comprovantes dos atendimentos terão de ser apresentados à Justiça em até cinco dias.
Ela também está proibida de deixar a cidade sem autorização judicial, deverá comparecer aos atos processuais quando intimada e informar qualquer mudança de endereço com antecedência mínima de cinco dias. O descumprimento das condições poderá resultar no retorno ao presídio.
O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) havia se manifestado contra a revogação da prisão e também contra a transferência para o regime domiciliar.
Operação Gutenberg – Rossana responde por organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa. A investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) aponta suspeitas de irregularidades em contratos de livros paradidáticos com prefeituras de Mato Grosso do Sul. A denúncia pede ressarcimento de R$ 27 milhões.
Em agosto, o juiz Deyvis Ecco, da 2ª Vara Criminal, já havia negado a revogação da prisão. Na ocasião, considerou que Rossana aparecia como uma das supostas líderes do grupo e que outras medidas seriam insuficientes para impedir novos delitos.


