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Capital

Após mais festas, vizinhos usam até ex-governanta contra “baladeiro” do Damha

Defesa de moradores reforçou pedido judicial para expulsar Aloisyo Coutinho do condomínio

Por Anahi Zurutuza | 24/09/2020 14:20
Aloysio Coutinho já chegou a ser preso por causa de festa barulhenta (Foto: Reprodução/Facebook)
Aloysio Coutinho já chegou a ser preso por causa de festa barulhenta (Foto: Reprodução/Facebook)

A multa de R$ 200 mil fixada pela Justiça e a prisão no dia 15 de agosto não impediram que Aloisyo José Campelo Coutinho, de 43 anos, voltasse a incomodar com festas barulhentas no Parque Residencial Damha 3, em Campo Grande. O condomínio reforçou pedido judicial de expulsão do morador ontem (23), depois que nos dias 18 e 20, sexta e domingo passados, vizinhos fizeram novos registros de perturbação do sossego.

De acordo com a defesa da associação, Aloisyo “não está apto a viver” na comunidade. Além das reclamações de som alto anotadas no livro do condomínio e das planilhas comprovando a entrada e saída de visitantes que foram à residência do morador, o pedido traz depoimento registrado em cartório de uma ex-funcionária da casa de Aloisyo.

A mulher afirma que trabalhou como governanta de 26 de agosto do ano passado até o dia 9 de março de 2020. “Minha função era administrar a residência. Era eu quem contratava as empregadas, diaristas, jardineiro”.

A ex-funcionária narra ainda que o patrão tinha “comportamento bipolar” e que testemunhou algumas situações, como festas que começavam na tarde de sábado e só terminavam na madrugada de domingo, além da pessoas armadas na casa. “Quando eu avisada o Sr. Aloisyo sobre o volume do som, ele pegava e aumentava ainda mais”.

Segundo a ex-empregada, as festas eram regadas a bebida alcóolicas e drogas. Ela narra que quando chegava para trabalhar após as baladas, sempre encontrava “papelotes e restos de drogas sintéticas” pela casa e que já se deparou, em certa ocasião, com o lavabo todo vomitado e uma seringa na lixeira. “As três suítes estavam todas bagunçadas, com bebidas derrubadas pelo chão e cigarros jogados nas privadas”, conta sobre o dia 9 de março, quando foi demitida.

“Posso declarar que eu sei da situação desesperadora que vivem aqueles vizinhos com crianças, que tem de ouvir música alta dentro de suas próprias residências por 10 horas contínuas”, resumiu a ex-governanta.

A defesa do condomínio ressalta ser urgente que a Justiça se posicione e quer a expulsão do morador em caráter liminar. “O uso de drogas ilícitas, a circulação de pessoas armadas durante as festas organizadas, quase que diariamente, e a total falta de empatia do demandado com seus vizinhos, demonstra que este deve, imediatamente, ser expulso da presente associação”.

Aloisyo Coutinho conversa com policiais durante abordagem no dia 15 de agosto (Foto: Vídeo Direto das Ruas/Reprodução) 
Aloisyo Coutinho conversa com policiais durante abordagem no dia 15 de agosto (Foto: Vídeo Direto das Ruas/Reprodução)

Histórico - O empresário e ex-piloto de motovelocidade, Aloisyo foi preso no dia 15 de agosto. Na madrugada daquele sábado, equipes da 3ª Delegacia de Polícia Civil, do GOI (Grupo de Operações e Investigações) e da PMA (Polícia Militar Ambiental) foram ao endereço dele por volta das 0h30, após denúncia de festa com música ao vivo.

Policiais militares ambientais mediram a pressão do som emitido pela aparelhagem da banda que tocava na residência e o resultado foi de 61,1 decibéis. A potência máxima permitida é de 45 decibéis. No local, os policiais encontraram cerca de 20 pessoas.

A prisão em flagrante do empresário se deu por crime ambiental (poluição sonora), desacato, desobediência civil e perturbação do sossego. O morador foi ainda multado em R$ 15 mil pela PMA. No mesmo dia, Aloisyo pagou fiança de R$ 200 mil e foi solto.

Além de ter de pagar fiança para ganhar a liberdade, por decisão do juiz Maurício Petrauski, o condômino foi proibido de frequentar ou promover festas, eventos e reuniões de qualquer natureza que gerem aglomeração de pessoas, inclusive eventos esportivos e campeonatos. O magistrado determinou que o empresário ficasse em casa das 21h às 5h.

Antes o evento do dia 15, Aloisyo já havia sido processado pelo condomínio e teve multa de R$ 100 mil arbitrada pelo juízo da 14ª Vara Cível de Campo Grande. Depois, por descumprir liminar em favor da Associação Parque Residencial Damha 3, o valor da punição foi dobrado.

O Campo Grande News tentou contato com Aloisyo por telefone, mas ele não atendeu às chamadas.

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