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Capital

Após morte de capoeirista, 3 outras vítimas denunciam professor por abusos

Raul Bartzik, encontrado morto no Parque das Nações, havia denunciado professor de capoeira em 2020

Por Aletheya Alves e Mirian Machado | 07/10/2021 17:47
Jovens procuraram a DEPCA durante a tarde desta quinta-feira (7). (Foto: Paulo Francis)
Jovens procuraram a DEPCA durante a tarde desta quinta-feira (7). (Foto: Paulo Francis)

Três supostas vítimas procuraram a DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) nesta quinta-feira (7), para denunciar abusos sexuais praticados por professor de capoeira, que não teve a identidade confirmada. Conforme a delegada responsável pelo caso, Fernanda Félix, os jovens tomaram coragem para realizar o registro após a morte de Raul Bartzik.

Em 2020, Raul revelou que sofria abusos sexuais do professor de capoeira e coordenou um protesto contra o instrutor ao lado de outros colegas. De acordo com a delegada, duas das três vítimas que se apresentaram hoje haviam sido apontadas por Raul como testemunhas do abuso, mas apenas agora revelaram os abusos.

Félix explicou que as investigações estão avançadas, mas devido ao caso ser sigiloso, poucas informações podem ser divulgadas. Sobre os abusos, a delegada relatou que os jovens tinham 14, 16 e 22 anos na época em que sofreram o crime, mas não informou a idade atual dos envolvidos.

Em depoimento especial, os jovens informaram que sabiam sobre os abusos dos colegas e deram novos dados sobre os crimes. Devido aos ocorridos serem recentes, a delegada explicou que as palavras das vítimas possuem grande valor e servem como provas.

Primeiro registro - Raul Bartzik, de 18 anos, foi encontrado morto no último domingo (2) sob uma ponte da reserva ambiental do Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres). De acordo com a delegada Fernanda Félix, ele foi o primeiro a registrar boletim de ocorrência contra o professor de capoeira.

A morte de Raul está sendo investigada pela 3ª Delegacia de Polícia Civil. Conforme o delegado Ricardo Meirelles Berdinadinelli, a área em que o corpo foi localizado é privada e de acesso proibido.

Conforme divulgado em matéria pelo Campo Grande News, o professor já foi condenado a 9 anos e quatro meses de reclusão em outra ação penal, que tramita em segredo de Justiça.

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