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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

25/09/2015 13:11

Arcebispo se reúne com entidades para discutir o conflito indígena no estado

Ricardo Campos Jr. e Carolina Maldonado
Dom Dimas reunido com representantes de entidades ligadas à luta pela terra (Foto: Gerson Walber)Dom Dimas reunido com representantes de entidades ligadas à luta pela terra (Foto: Gerson Walber)

O arcebispo de Campo Grande, Dom Dimas Lara, reuniu-se nesta sexta-feira (25) com representantes de 30 movimentos sociais ligados à luta pela terra para discutir o conflito indígena em Mato Grosso do Sul. Os participantes prestaram solidariedade ao Cimi (Conselho Indigenista Missionário), que está sendo investigado por uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Assembleia Legislativa.

Rogério Batalha Rocha, advogado membro do Coletivo Terra Vermelha, acredita que a apuração esteja tirando do foco o problema das demarcações de terras. “Temos que impedir a criminalização do Cimi e movimentos sociais que denunciam situações que as autoridades ignoram e não tomam providências”, afirma.

Foi definida a criação de uma comissão com representantes de todas as entidades para tentar, junto com a igreja, mediar um acordo nas negociações entre fazendeiros e índios.

“Tenho feito o esforço de diálogo. É importante que o estado retome as negociações, embora saibamos que a responsabilidade é, sobretudo, do Governo Federal. Em determinados momentos há também uma responsabilidade do Governo Estadual com relação a questões como saúde e segurança, por exemplo”, diz Dom Dimas.

O arcebispo contou ter recebido um grupo de produtores rurais há alguns dias pedindo ajuda, pois também estavam sendo vítimas da situação. Dom Dimas afirma que os fazendeiros precisam ser indenizados e reforça que a CPI do Cimi usa o conselho como “bode expiatório” para jogar a situação em segundo plano.

“A preocupação maior é com relação à situação de miséria e insegurança em que vive a população indígena. Os índios têm capacidade de organização que não depende das entidades”, pontua.

Jorge de Barros, também integrante do Terra Vermelha, acredita que a reunião foi positiva principalmente para solucionar problemas pontuais nas aldeias, como falta de alimentação e espaço. O deputado estadual Pedro Kemp (PT) também participou do encontro.



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