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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

26/01/2016 09:21

Avó poderá rever netas no velório das filhas, mas sem se aproximar

Luana Rodrigues
Maria viajou para o Japão no dia 08 de janeiro. (Foto: Arquivo pessoal)Maria viajou para o Japão no dia 08 de janeiro. (Foto: Arquivo pessoal)

O primeiro reencontro de Maria Aparecida Amarilha Scardin com as netas de cinco e três anos, após a morte das filhas Kimberly Akemi Maruyama e Michelle Maruyama, será durante a cremação dos corpos das vítimas, no Japão. O velório, seguido da cremação, está marcado para o próximo domingo (31), e a avó só poderá ver as duas netas de longe, porque a Justiça do país proíbe a aproximação até que o processo de guarda seja finalizado.

“Não vai poder abraçar, não vai poder chegar perto. Agora você imagine como vai ser isso para uma mãe e avó, que está cremando duas filhas, e não vê as netas há anos”, diz Maria Valentina Ricarte, amiga de Maria Aparecida.

Desde que a mãe e a tia morreram e o pai foi preso suspeito de ter cometido o crime, as duas crianças duas crianças estão em um abrigo, sem poder ter contato com nenhum familiar. Segundo a amiga, Maria tem ido todos os dias à embaixada brasileira no Japão, na esperança de encontrar um jeito de ver as netas de perto, mas até agora não conseguiu nada. “Eu acho que o Itamaraty deveria tomar providências, porque ela tem voltar com essas crianças ou não vai aguentar tanto sofrimento”, acredita.

Maria Aparecida está no Japão desde o dia 10 de janeiro. De lá para cá, a mulher tem se comunicado com amigos pelo telefone e pelas redes sociais. No último domingo (24), a mãe fez um post de agradecimento a todos que tem a ajudado.

“Venho aqui humildemente agradecer o carinho e a solidariedade que venho recebendo de todos ao longo desses dias tão sofridos. Esse afeto recebido me foi um alento...Deu-me a certeza da existência de um Deus Amantíssimo que tocou no coração de cada um, mostrando pra mim o que existe de mais belo no Ser Humano...a sua capacidade de amar ao seu próximo...”, escreveu.

Os amigos não sabem até quando Maria ficará no país oriental. O Campo Grande News tentou falar com ela por telefone, mas até o fechamento desta reportagem não foi possível contatá-la.



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