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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

20/09/2013 15:01

Bernal pediu a ministro prorrogação de programa que quer cancelar

Aline dos Santos
Naim Beydoun prestou depoimento segunda-feira à CPI da Saúde. (Foto: Cleber Gellio)Naim Beydoun prestou depoimento segunda-feira à CPI da Saúde. (Foto: Cleber Gellio)

No centro de polêmica e troca de acusações, o convênio do Gisa (Gestão da Informação em Saúde), que permite o agendamento de consultas por telefone, na rede pública, teve pedido de prorrogação solicitado pelo prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP).

Em 16 de janeiro, o ofício 026, encaminhado ao ministro da Saúde, Alexande Padilha, e assinado por Bernal, pede prorrogação até 16 de abril de 2014. Nesta semana, a Prefeitura informou que vai entrar na Justiça pra reaver o valor já pago e que a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) fará um projeto paralelo para um novo sistema. Ao todo, o convênio assinado em 27 de agosto de 2009, tem valor de R$ 9.983.000,40. Destes, foram pagos R$ 9,6 milhões.

No entanto, há oito meses, o prefeito informou ao ministério que o “projeto está com 95,4% de execução física e 96% de execução financeira. Para finalizar exitosamente a implantação, a Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau) está readequando e ampliando a capacidade da Rede Municipal de Dados que, mediante as constantes quedas e lentidão dos sistemas, tem constituídos entraves ao sistema”.

Cópia do ofício encaminhado pelo prefeito ao Ministério da Saúde (Reprodução)Cópia do ofício encaminhado pelo prefeito ao Ministério da Saúde (Reprodução)

De acordo com o diretor-presidente do Consórcio Telemídia e Technology Internacional Comércio e Serviços de Informática, Naim Alfredo Beydoun, o convênio foi prorrogado e, diante da negativa da Prefeitura em prosseguir com a implantação do sistema, o Ministério da Saúde foi avisado. Segundo ele, o ministério sinalizou que vai agendar reunião para ouvir todos os envolvidos.

Conforme o diretor, Prefeitura se nega ao diálogo. Para ele, a única justificativa é fator político. “Não existe outra explicação. A rede e outras coisas são resolvíveis, nada é impeditivo, basta boa vontade”, salienta. Naim Beydoun afirma que não pretende acionar a Justiça contra o poder público.

Contudo, o impasse já foi parar na delegacia. No último dia 17 de setembro, a empresa fez Boletim de Ocorrência de Preservação de Direito. Conforme a denúncia registrada na Depac Centro (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), o sistema Gisa ficou indisponível, situação que nunca ocorreu desde 2009. A queda aconteceu no dia seguinte ao depoimento do diretor-presidente na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Saúde, realizada na Assembleia Legislativa.

O Gisa voltou a operar no mesmo dia. Conforme dados da Telemídia, dese então, foram agendadas 62 consultas. Entre janeiro de 2012 até este ano, foram 28 mil agendamentos. Segundo o diretor de projetos da empresa, Rodrigo Pereira, o agendamento por reconhecimento de voz está disponível para 28 postos do PSF (Programa de Saúde da Família).

Poém, já poderia ter sido ampliado para o total de 60 postos, incluindo as UBS (Unidade Básica de Saúde) e policlínica. “Não queremos que as pessoas fiquem na fila de madrugada. Em 2013, não conseguimos fazer nada”, enfatiza o diretor-presidente Naim Beydoun. Ao término da execução do convênio, a tecnologia será transferida para a Prefeitura.

Já o secretário municipal de Saúde, Ivandro Fonseca, acusou a empresa de não revelar o código fonte dos módulos, o que a mantém no controle do sistema por tempo indeterminado, além do pagamento de R$ 433 mil por ano.

Éramos doze – Ao todo, a empresa deveria implantar 12 módulos: sistema na recepção, disponível em 59 unidades; sistema para uso de médicos, enfermeiros e técnicos (instalado em duas unidades); prontuário do paciente (2 unidades); assistência farmacêutica e almoxarifado (dois PSF); vigilância em saúde (CCZ); sistema de acesso por reconhecimento de voz (agendamento eletrônico); e ferramenta para gerar relatórios (instalado em 59 unidades).

Outros cinco aguardam liberação para implantação: regulação de consultas e exames especializados; serviço auxiliar de diagnose e terapia (exames); atenção hospitalar; urgência e emergência nas UPAs (Unidade de Pronto Atendimento); e vigilância sanitária.

Segundo a Prefeitura, dos 12 módulos, quatro estão aptos a funcionar, mas não estão interligados. Diante das informações divergentes, a CPI da Saúde cogita fazer acareação entre o diretor da empresa e o secretário de Saúde.

O Datasus emitiu relatório sobre o programa. "A solução Gisa implantada demonstrou ser bastante consistente e atender à Modernização da Gestão para a Implementação de ações de Regulação da Saúde no município de Campo Grande, trazendo inovações que podem vir a ser incorporadas em soluções do Ministério da Saúde e aplicadas a outros municípios", afirma documento do órgão do ministério.



Enquanto eles ficam de rixas, nós ficamos nos postos de saúde desde a madrugada.. e nem sempre conseguimos uma ficha para consulta.
Só espero que eu esteja viva, até ser atendida como gente.
 
Eliria Dieckow em 20/09/2013 20:55:39
VENDERAM GATO POR LEBRE PARA A PREFEITURA. E O MINISTÉRIO PÚBLICO NÃO VAI FAZER NADA? OS VEREADORES NÃO VÃO INVESTIGAR? PORQUE SERÁ?
 
lourenço carvalho em 20/09/2013 19:08:00
O M.P, GCU, TCE/MS, devem fiscalizar os atos desse "Prefeito" não entende nada de gestão pública, e
explico:
1- Contratação da Salute empresa aberta em abril/2013 nunca vendeu nada pra ninguem, contratação emergêncial.
2- Contratação da Mega Serv, empresa de Dourados envolvida em corrupção apurada pela policia federal. contratação emergencial
3- Contratação da Jagás, com preço maior do que o gás da esquina, 2ª colocada em licitação, contratação emergencial.
4- Contratação de combustiveis Posto Emanuele emergenciallllll.
5- Nomeação ilegal de Procurador impedido constituicionalmente.
6- Nomeação ilegal de + de 260 faxineiros da Mega Serv para cargos de direção e assessoramento.
7- Falta de pagamento da Solurb.
8- Nomeação da amiga da sua Esposa para chefe do cadastro Economico
RUAA BERNAL.
 
Renato Borba em 20/09/2013 19:06:50
Esse é o " EXEMPLO " de administração do Sr. Prefeito. Dai quando da algo errado, abre a enorme cartilha de desculpas e de culpados, lóóóógico que nunca sendo ele um dos responsáveis pelo lixo que Campo Grande virou. Ah, me impressiona o fato de que as bernadetes ainda não tenham vindo aqui achincalhar a matéria e defender a majestade.
 
Marcus Paulo em 20/09/2013 17:58:09
Vai entender o Bernal!?!
Meteu a boca no programa, mas no começo do ano pediu prorrogação?!? Mais uma vez ele só mostra como sabe "administrar".

"Eu prefiro ser... essa metamorfose ambulante..."
 
Anderson Fernandes em 20/09/2013 16:38:39
Cara, implanta esse sistema em outra cidade do interior e deixa a capital na era antiga. ai quando a capital quizer cobra o dobro do valor.......
 
marcos dias em 20/09/2013 15:55:00
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