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Campo Grande, Sábado, 20 de Abril de 2019

10/04/2019 15:42

Carro carbonizado pode ser primeira pista de assassinos de filho de PM

Matheus foi morto na noite de ontem, no Jardim Bela Vista. Veículo foi periciado e levado para o pátio da Cepol.

Geisy Garnes e Aletheya Alves
Veículo foi levado para o pátio do Cepol (Foto: Direto das Ruas)Veículo foi levado para o pátio do Cepol (Foto: Direto das Ruas)

Um carro completamente carbonizado foi encontrado abandonado em estrada vicinal na tarde desta quarta-feira (10) e a Polícia Civil investiga se o veículo foi usado para o assassinato de Matheus Coutinho Xavier, de 20 anos, executado a tiros na noite de ontem no Jardim Bela Vista, em Campo Grande.

O veículo, um Chevrolet Onix, foi encontrado após denúncias anônimas na saída de Campo Grande para São Paulo, próximo a Avenida Três Barras, completamente carbonizado. Conforme apurado pelo Campo Grande News, ainda não há confirmação de que o carro tenha disso usado no crime, mas por conta das características do crime essa é a principal suspeita das equipes de investigação.

Policiais do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), da DEH (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes de Homicídio) e da perícia estiveram no local em que o carro estava.

Após perícia, o veículo foi levado para o pátio da Cepol (Centro Integrado de Polícia Especializada), no Bairro Tiradentes.

Em outras duas execuções que aconteceram na Capital – a do subtenente Ilson Martins de Figueiredo, 62 anos, então chefe da segurança da Assembleia Legislativa e de Orlando da Silva Fernandes, o “Bomba” de 41 anos – os carros usados nos crimes foram abandonados e incinerados pelos suspeitos.

Os assassinatos também estão pela arma usada pelos pistoleiros, os três foram mortos com tiros de fuzil AK. Na noite de ontem, em frente à casa de Matheus – onde o crime aconteceu – os policiais encontraram e apreenderam cápsulas de calibre 7,62 x 39 m, que agora passaram por exames para averiguar se saíram da mesma arma que matou as outras duas vítimas.

A polícia ainda investiga que a execução do rapaz de 20 anos tem ligação com o passado do pai, o capitão reformado da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Paulo Roberto Teixeira Xavier, que foi preso em 2009 durante Operação Las Vegas, que investigava crimes de jogatina, com exploração de caça-níqueis em Mato Grosso do Sul, e ramificações na Bolívia.

Equipes da perícia no local do homicídio (Foto: Paulo Francis)Equipes da perícia no local do homicídio (Foto: Paulo Francis)

O atentado - Matheus foi atingido por 6 tiros de fuzil em frente à residência onde morava com a família, na Rua Antônio da Silva Vendas. Ele foi levado para a Santa Casa pelo pai, mas chegou morto ao hospital.

Conforme apurado no local, Mateus retirava a camionete S-10 da garagem da residência, quando dois suspeitos em um veículo ainda não identificado chegaram. Um pistoleiro desceu atirando e o outro ficou no volante. A ação durou minutos e a dupla fugiu.

A camionete era do pai, o filho estava somente retirando a camionete para poder tirar o seu veículo que estava estacionado a frente. Então, pode ser que tenha ocorrido um engano na execução”, explicou o delegado Fábio Peró na noite de ontem.

Execuções - Por volta das 6h do dia 11 de junho do ano passado, o subtenente Ilson Martins de Figueiredo, 62 anos, então chefe da segurança da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, foi morto a tiros na Avenida Guaicurus.

A caminhonete onde estava foi atingida por pelo menos 45 tiros de fuzil. Pouco mais de quatro meses depois, Orlando da Silva Fernandes, 41 anos, foi executado com tiros de fuzil AK ao deixar uma barbearia na Rua Amazonas, no Jardim Autonomista. Ele era ex-segurança do narcotraficante Jorge Rafaat, morto em junho de 2016 no Paraguai.

Veículo passou por perícia e ficará na Cepol (Foto: Paulo Francis)Veículo passou por perícia e ficará na Cepol (Foto: Paulo Francis)


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