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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Novembro de 2019

15/10/2019 11:53

Catador morto atropelado é do MT e dormiu por 18 anos em funilaria

Ninguém da família da vítima procurou a polícia até agora, segundo a delegada Priscila Anuda

Anahi Zurutuza e Clayton Neves
O carrinho que o catador usava estava na sede do Batalhão de Trânsito até esta tarde. (Foto: Direto das Ruas)O carrinho que o catador usava estava na sede do Batalhão de Trânsito até esta tarde. (Foto: Direto das Ruas)

Após quase um mês de investigações, foi identificado como João Alves, de 59 anos, o catador de recicláveis que foi atropelado e morto no cruzamento da Rua Barão do Rio Branco, bem em frente ao BPTran (Batalhão de Polícia Militar de Trânsito). Segundo a polícia, o homem é natural do Mato Grosso, mas dormiu por pelo menos 18 anos numa funilaria localizada na Avenida Presidente Vargas, no Bairro Santo Antônio, em Campo Grande.

De acordo com a delegada Priscila Anuda, da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), o proprietário da empresa de conserto de automóvel procurou a polícia depois que o atropelamento foi amplamente divulgado. Ele disse conhecer o catador há cerca de 40 anos e que o homem dormia na oficina dele, mas não tinha detalhes sobre a vida pregressa ou família da vítima.

Vasculhando os pertences do catador que haviam sido deixados na funilaria, o empresário encontrou um documento e entregou à polícia, que confirmou a identidade por meia das digitais tiradas do corpo.

Segundo a delegada, ninguém da família do homem procurou a delegacia até agora.

Imagem de câmera de segurança mostra a caminhonete deixando o local, deixando o corpo da vítima para trás. (Foto: Reprodução vídeo)Imagem de câmera de segurança mostra a caminhonete deixando o local, deixando o corpo da vítima para trás. (Foto: Reprodução vídeo)

Condutor da caminhonete Toyota Hilux branca que atropelou o catador, Antenor Maurício Jacob Rodrigues, 50 anos, apresentou-se à polícia no dia 2 de setembro.

Ao Campo Grande News, ele disse estar bastante abalado, classificou a situação como “fatalidade” e afirmou não ter parado depois do atropelamento porque viu apenas “um objeto” e só descobriu a existência de vítima no dia seguinte, quando leu as notícias a respeito.

Segundo o registro policial, um motorista de aplicativo que trafegava atrás da caminhonete no momento do acidente tentou seguir o veículo. O motorista diz que a velocidade era alta e que viu quando a Hilux parou na frente do mercado na Rua Amazonas. Quando a testemunha fez a volta na quadra para voltar e tentar identificar o motorista, Antenor Maurício não estava mais lá.

Perguntado sobre isso, o comerciante afirmou que parou no local para ver como estava o utilitário. Ele disse que não havia sinais de sangue da vítima.

A responsável pela investigação ainda aguarda conclusão de laudos para encerrar inquérito, mas disse que deve indiciar o empresário por “homicídio culposo na direção de veiculo majorado pela omissão de socorro”.

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