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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

02/10/2013 10:22

Com 6 meses de investigação, PF indicia 8 pessoas na Máfia do Câncer

Aline dos Santos
Hospital do Câncer foi um dos alvos da operação policial. (Foto: Marcos Ermínio)Hospital do Câncer foi um dos alvos da operação policial. (Foto: Marcos Ermínio)

Apesar de o inquérito da operação Sangue Frio ainda estar em curso, a PF (Polícia Federal) já indiciou oito pessoas por participação no grupo que ficou conhecido como Máfia do Câncer. Os nomes dos indiciados não foram divulgados. A operação foi realizada em 19 de março deste ano e revelou esquema de desmonte da rede pública de oncologia para privilegiar o setor privado em Campo Grande.

A próxima etapa será repassar o inquérito ao Ministério Público, que decide se oferece denúncia ou não contra os indiciados. No entanto, esta fase só será cumprida quando toda a investigação for finalizada.

Ainda são aguardados laudos periciais de HD de computadores e análises contábeis. A análise da papelada apreendida no Hospital Universitário e Hospital do Câncer, ambos em Campo Grande, é feita pela CGU (Controladoria-Geral da União). Ao término, mais pessoas podem ser indiciadas pela PF.

As denúncias foram centradas nos médicos Adalberto Abrão Siufi e José Carlos Dorsa Vieira Pontes. O primeiro dirigia o Hospital do Câncer Alfredo Abrão e era sócio da empresa NeoRad. As duas unidades são as únicas que oferecem radioterapia via SUS (Sistema Único de Saúde) em Campo Grande.

No dia da operação, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de Siufi. Ele chegou a ser preso por porte ilegal de arma, mas foi liberado ainda no dia 19 de março após pagar fiança de R$ 30 mil. Com as denúncias, ele deixou a direção do hospital.

José Carlos comandava o HU e, depois de ser afastado pela Justiça, pediu exoneração. Em 2012, a auditoria realizada pela CGU verificou prejuízo de R$ 973 mil aos cofres públicos no hospital ligado à UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). O valor foi obtido após levantamento em contratos do Hospital Universitário que somam R$ 11 milhões.

A análise trouxe à tona uma série de irregularidade: direcionamento de licitação, montagem de processos licitatórios, subcontratação de serviços para empresas ligadas a dirigentes do hospital, superfaturamento e emissão de empenho anterior à adesão em ata de registro de preços.

Dias antes da operação, o MPE (Ministério Público Estadual) levantou uma série de denúncias e pediu o afastamento da então direção do Hospital do Câncer. Foi identificado que a empresa NeoRad, cuja razão social é Saffar e Siufi, matinha contrato de remuneração da tabela SUS mais 70%.

Auditoria de 2012 revelou prejuízos de R$ 973 mil no HU.(Foto: Marcos Ermínio)Auditoria de 2012 revelou prejuízos de R$ 973 mil no HU.(Foto: Marcos Ermínio)

Ainda foram apontados problemas como pagamento por tratamento de paciente morto e altos salários para familiares de Siufi. Auditoria relativa ao ano de 2012 aponta superfaturamento de R$ 600 mil no Hospital do Câncer.

Força-tarefa – As denúncias trouxeram o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a Campo Grande. Na primeira análise, dos 250 prontuários, foi identificado o desvio de R$ 155 mil. Valor que deverá ser devolvido pela Santa Casa e pelo Hospital do Câncer.

O ministério identificou haver “supertratamento” em grande parte dos tratamentos de quimioterapia paliativa, utilizado para pacientes em estágio terminal da doença. Foi apurado que, em alguns casos, a indicação era até três vezes maior do que o tempo orientado pelos protocolos médicos.

Ao todo, os auditores analisaram 255 prontuários, sendo 78 no HR (Hospital Regional) Rosa Pedrossian; 46 no Hospital do Câncer e 101 na Santa Casa. Também foram alvos dos auditores autorizações de procedimentos. Cento e onze foram emitidas após os pacientes terem morrido.



E TRISTE MUITO TRISTE ESSA REPORTAGEM SOBRE ESSA MAFIA DA SAUDE, ISSO É UM DOS PIORES ESQUEMAS DE CORRUPÇÃO E FALCATRUAS QUE NOS SERES HUMANOS PODEMOS PRESENCIAR, LARÁPIOS COMO ESSES DEIXANDO TANTAS PESSOAS COM PROBLEMAS GRAVES DE SAÚDE PARA SE APOSSAR DO DINHEIRO PUBLICO DESTINADOS A ESSE FIM, ISSO PQUE NEM ELES E NEM PARENTES DELES PRECISAM DE HOSPITAIS PÚBLICOS, E PODER IMAGINAR QUE A GLOBO AINDA PEDE DINHEIRO PARA CRIANÇA ESPERANÇA, E ARRECADAM MILHÕES, AI E BRINCAR COM A CARA DA SOCIEDADE MESMO......NÓS PRECISAMOS MUDAR URGENTE O RUMO DESSE PAIS, PQUE ASSIM COM TANTOS LADRÕES NO COMANDO ESTAMOS CAMINHANDO CADA VEZ MAIS PARA A MISÉRIA DESSE PAIS.........
 
CELSO FERNANDES DE ALMEIDA em 03/10/2013 00:17:09
Nosso estado ainda preserva o coronelismo. Nossos políticos são um bando de xucros gananciosos que só pensam em si mesmos e no conforto de suas famílias. Tenho vergonha de ser Sul mato-grossense. Estado do povo do nariz empinado que não tem um vaso de flor para plantar e se vendem por algumas miseras moedas. Estado de interesses individuais. Nada se houve falar desse caso, tudo continua na mesma, ninguém vai preso. Por mim seria aplicada a pena de morte para todos esses que tiram da saúde para engodarem suas barrigas.
 
lucas Rogero Ribeiro em 02/10/2013 23:12:11
cadeias neles sem dó e sem piedade.
 
walberty filiu da silva em 02/10/2013 19:53:45
Eu faço uma pergunta para que seja refletida, prisão devolve dinheiro? Antes de pensar em prender, tem que estipular o pagamento da perda, do bem, da moral dos valores, de tudo que for possível cobrar antes.
 
luiz alves em 02/10/2013 11:42:52
uma vergonha essa justiça brasileira, sabe-se lá se dezenas de pessoas que estavam com essa doença(cancêr) não morreram ou tiveram seu quadro agravado, tudo pela ganância de ganhar mais dinheiro, e pior, não vai ninguém preso, todos médicos e ricos.
 
maria aparecida em 02/10/2013 10:35:47
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