Com apoio técnico, construções no Novo Samambaia devem sair do improviso
Projeto prevê atendimento a famílias de baixa renda com visitas, avaliação e indicação de melhorias
Famílias de baixa renda em Campo Grande devem começar a receber apoio profissional para melhorar as próprias casas, algo que, na prática, ainda raramente chega a quem mais precisa. Um edital previsto para maio vai levar arquitetos e urbanistas ao loteamento Novo Samambaia, com foco em resolver problemas comuns das moradias, como infiltrações, falta de ventilação e falhas estruturais.
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A iniciativa prevê atendimento a mais de 200 residências e é voltada a moradores com renda de até três salários mínimos. A proposta é oferecer orientação técnica gratuita, desde a avaliação do imóvel até a indicação de melhorias, evitando que reformas continuem sendo feitas de forma improvisada.
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O bairro escolhido não é aleatório. O Novo Samambaia surgiu a partir de ocupações e, nos últimos anos, passou por um processo gradual de regularização e chegada de serviços básicos, como água e esgoto. Apesar dos avanços, ainda enfrenta problemas típicos de áreas periféricas, como ruas sem asfalto, enxurradas e dificuldade de acesso a serviços públicos. Ao mesmo tempo, já entrou no radar de diferentes programas públicos e concentra uma série de promessas de investimento.
Em 2025, o loteamento foi incluído em ações ligadas ao Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), com previsão de melhorias em centenas de casas. Também apareceu como área prioritária em iniciativas federais voltadas à adaptação urbana e redução de desigualdades, o que reforça o interesse do poder público na região.

O novo edital tenta avançar em um ponto específico: a qualidade das moradias. A assistência técnica gratuita para esse tipo de intervenção está prevista em lei desde 2008, mas raramente é aplicada em larga escala. Agora, a proposta é colocar esse modelo em prática com a participação de profissionais habilitados, que serão selecionados e capacitados para atuar diretamente nas casas.
A coordenação ficará a cargo do CAU/MS (Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Mato Grosso do Sul), em parceria com a Agehab (Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul), responsável pelo acompanhamento das ações no Estado.
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