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Capital

Com folha no limite, secretária diz que 'não é possível' prometer reajuste

Por Richelieu de Carlo e Mayara Bueno | 24/01/2017 10:03
Ilza Mateus de Souza, secretária municipal de Educação. (Foto: André Bittar)
Ilza Mateus de Souza, secretária municipal de Educação. (Foto: André Bittar)

“Não é possível prometer nada”, afirma a secretária municipal de Educação, Ilza Mateus de Souza, sobre o reajuste do salário dos professores da Reme (Rede Municipal de Ensino) este ano. Segundo Ilza, o prefeito, Marquinhos Trad (PSD), tem se reunido com representantes da categoria e apresentado os problemas em reajustar os salários em um momento em que a folha está "no limite".

A Prefeitura teve até agora três reuniões com membros da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), quando expôs a dificuldade em aumentar os salários devido à LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal). A secretária diz que a categoria será informada do que do que o governo municipal poderá ou não fazer.

“Já tivemos três reuniões com a ACP e eles estão bem cientes quanto a possibilidade e problemas em oferecer o reajuste no momento em que a folha está no limite”, relatou Ilza Matheus, na manhã desta terça-feira (24), durante reunião de secretários municipais de ensino.

Estado – A situação é semelhante no âmbito estadual. A secretária estadual de Educação, Maria Cecília Motta, diz que o Governo do Estado junto à secretaria de Fazenda está estudando a possibilidade de reajuste para os professores estaduais.

“Estamos analisando onde é possível diminuir gastos para poder honrar com o reajuste”, disse Maria Cecília. “O Estado já tem o melhor salário do professores no país e, em alguns casos, paga duas vezes mais o piso”, ressaltou.

Escola Estadual Lúcia Martins Coelho, em Campo Grande. (Foto: Alcides Neto)
Escola Estadual Lúcia Martins Coelho, em Campo Grande. (Foto: Alcides Neto)

Piso – Governo Federal anunciou, no dia 12 de janeiro deste ano, o reajuste de 7,64% para os professores do magistério que trabalham 40 horas por semana no país, que serve de referencial e deve ser aplicado em todo Brasil. O valor está fixado em R$ 2.298.

De acordo com o presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), Roberto Botareli, a rede estadual paga R$ 3.151,76 para os professores, em início de carreira, que trabalham 40h semanais.

Cerca de 25 mil professores são representados pela Federação. Conforme a tabela salarial divulgada pela Fetems em outubro de 2016, o professor que tem o magistério e trabalha 40h semanais ganha R$ 3.338,00 em Mato Grosso do Sul.

Capital – O presidente da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), Lucílio Nobre, disse que mesmo sem efetuar o reajuste em 2015 e aumentar apenas 3,31% em 2016, a Prefeitura de Campo Grande ainda paga mais que o piso salarial dos professores.

"Vamos conversar com prefeito Marquinhos para saber como ele vai fazer a correção do acumulo mais os 7,64% desde ano. São 13,01% de 2015, 8,05% que ficou de 2016 e mais 2017, tudo somado chega a 28,7%", afirmou.

Os professores em início de carreira que trabalham 20h semanais pela Semed (Secretaria Municipal de Educação), ganham R$ 1.753,55 e os que trabalham 40h ganham R$ 3.507,11, conforme a tabela divulgada pela ACP.

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