A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Terça-feira, 22 de Outubro de 2019

30/05/2019 08:42

Com manifestação proibida, amigos de PRF vestem azul em julgamento

Primeiro julgamento foi realizado no dia 11 de abril, mas foi cancelado após um jurado passar mal

Kerolyn Araújo e Aline dos Santos
Apoiadores de PRF vestem azul em julgamento. (Foto: Marina Pacheco)Apoiadores de PRF vestem azul em julgamento. (Foto: Marina Pacheco)

Será julgado nesta quinta-feira (30) na 2ª Vara do Tribunal do Júri, policial rodoviário federal Ricardo Hyn Su Moon, 49 anos, que matou a tiros o empresário Adriano Correia do Nascimento, 33 anos, durante uma briga de trânsito na manhã do dia 31 de dezembro de 2016, em Campo Grande. Após a Justiça proibir manifestações dentro e fora do Fórum, apoiadores do policial usam azul no novo julgamento.

As portas do Fórum foram abertas 15 minutos mais cedo do que o habitual e, diferente do primeiro julgamento, no dia 11 de abril, desta vez a movimentação no local é mais calma, sem mesa de café da manhã e plateia uniformizada. O julgamento será realizado na 2ª Vara do Tribunal do Júri e transmitido em telão em outro auditório.

Segundo o diretor do SINPRF/MS (Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais do Mato Grosso do Sul), Vanderlei Alves dos Santos, aproximadamente 90 policiais, vestidos com camisetas de tons azuis, vão acompanhar o julgamento. ''Viemos prestar apoio. A categoria tem fé e certeza que o policial agiu no cumprimento do dever. O policial é policial 24 horas por dia'', disse.

Advogado Renê Siufi acredita em absolvição de policial. (Foto: Marina Pacheco)Advogado Renê Siufi acredita em absolvição de policial. (Foto: Marina Pacheco)

Para o advogado Renê Siufi, que defende o policial, a expectativa é de que o PRF seja absolvido. ''A expectativa é boa. As provas conduzem certamente para absolvição, mas vai depender dos jurados", pontuou. Ele também condenou a determinação da Justiça que proibe as manifestações. ''É uma bobagem muito grande", disse.

O advogado e assistente de acusação, Irajá Pereira, avalia que não houve legítima defesa no caso e que o policial agiu após perder a cabeça. ''O policial perdeu a calma e disparou. Foram 11 tiros. Ele matou um e feriu outros dois", defendeu.

Questionado sobre a proibição das manifestações, Irajá defendeu o direito da liberdade dos apoiadores do policial.

Manifestações - No último julgamento, cerca de 70 policiais federais rodoviários, civis, militares e guardas, acompanharam o julgamento com camisetas azuis com a frase “Estamos com você Moon. #Justiça seja feita”.

Cancelamento - No dia 11 de abril, Moon foi levado a júri no período da manhã, com depoimentos de duas vítimas que também estavam na caminhonete no dia do assassinato e do réu. Contudo, um dos sete jurados teve crise de hipertensão e o julgamento foi cancelado.

imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions