A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

30/01/2012 15:40

Ultrapassada e restrita, reativação de radioterapia no HU pode ter pouco impacto

Aline dos Santos

Após retorno com dois pacientes, número de atendimentos deve ser ampliado a partir desta semana

 Ultrapassada e restrita, reativação de radioterapia no HU pode ter pouco impacto

Depois da longa espera de quatro anos, a reativação da radioterapia do HU (Hospital Universitário) de Campo Grande pode ter pouco impacto no drama dos que enfrentam o tratamento de câncer pela rede pública.

Segundo o diretor-geral do hospital, José Carlos Dorsa Vieira Pontes, o aparelho de cobaltoterapia, que data da década de 1970, está ultrapassado e o tratamento é restrito.

“Não é indicado para todo tipo de câncer, depende da localização do tumor. Se for no tórax, não pode. A lesão no pulmão e no coração é maior que o efeito do tratamento”, afirma o diretor. Desta forma, o atendimento é indicado para tumores na cabeça, pescoço e mama.

Conforme José Carlos, a maior incidência entre os homens é de câncer no pulmão, enquanto as mulheres têm maior incidência de tumor na região pélvica, como colo do útero e ovário. Ele afirma que dentro de seis meses será possível dimensionar o impacto da reativação no número de atendimentos.

O setor voltou a funcionar em dezembro de 2011, com apenas dois pacientes. A partir desta semana, com o retorno de uma física que estava de férias, o número de atendimentos deve ser ampliado. O encaminhamento de pacientes é atribuição da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde). Por enquanto, somente o Hospital do Câncer e a clínica Neorad, que tem contrato com a prefeitura, recebem os pacientes.

O retorno do atendimento foi uma exigência do MPF (Ministério Público Federal), que, em dezembro de 2010, identificou mais de 170 pessoas aguardando para fazer o procedimento.

Pressão - O diretor do HU relata que explicou as limitações do aparelho, mas foi pressionado pelo órgão federal. “Não houve esse entendimento por parte dessas entidades, o Ministério da Saúde, o Ministério Público”, salienta.

Ele explica que há vários aparelhos semelhantes em operação no Brasil. Enquanto que equipamentos mais modernos utilizam aceleradores lineares, neste caso, a radiação somente é produzida quando o aparelho é ligado a uma fonte de energia elétrica, tornando o procedimento mais seguro.

Conforme João Carlos, a demora de um ano para a reativação foi em virtude dos custos: R$ 300 mil para o equipamento e R$ 600 mil para reformas. O aparelho foi aprovado pelo Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear). Para 2012, o custo operacional previsto é de R$ 1 milhão.

Conforme auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) sobre a política nacional de atenção oncológica na rede pública de saúde, Mato Grosso do Sul oferece um dos piores tratamentos do Brasil.

São atendidas 33,9% da demanda por radioterapia e 34,4% dos que precisam de cirurgias oncológica. Dentre os 26 Estados e o Distrito Federal, Mato Grosso do Sul fica à frente do Amapá, DF e Roraima. A realidade expressa pelos números é o oposto das orientações médica, de que quando mais rápido o diagnóstico e combate à doença, maiores as chances de cura.



Um Médico do Ministério da Saude, especialista na árae, esteve em CG ano passado a analisou todos os equipamentos, concluindo que o HU pode oferecer tratamentos no mesmo nível técnico que os outros serviços.
 
Regina Cesar em 31/01/2012 11:27:00
Calma, gente... esse equipamento utiliza o elemento químico Cobalto 60 como elemento ionizante. Ocorre que a meia-vida do Cobalto 60 é de pouco mais de 5 anos... se esse equipamento é dos anos 70, provavelmente a radiação produzida por ele tem potência pelo menos 90% menor do que tinha quando foi ligado a primeira vez. Não existe necessidade de trocar o equipamento, basta trocar o Cobalto!
 
Suintila Valiño Pedreira em 31/01/2012 10:50:21
SE NÃOÉ POSSIVEL TER EM NENHUM HOSPITAL REALMENTE PUBLICO UMA RADIOTERAPIA DE PONTA ENTÃO NÃO EXISTE COMPROMISSO COM CIDADÃO QUE NECESSITA DO TRATAMENTO ONCOLOGICO!
 
DOMINGOS SAVIO em 30/01/2012 11:17:07
Por mais que digam ser um aparelho ultrapassado, vai aliviar e diminuir a fila para o tratamento. Não tenho o que reclamar do tratamento que minha mãe recebeu no Hospital do Câncer Alfredo Abrão, com muito respeito e competência, e sei que o problema da fila é de culpa da Sesau.
Querem culpar os hospitais e os médicos por um problema que é de gestão.
Vamos valorizar o que temos
 
Cláudia Botelho de Almeida em 30/01/2012 05:30:04
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions