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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

27/06/2013 10:36

Com reunião, esperança é que índios deixem fazenda em Aquidauana

Aliny Mary Dias e Aline dos Santos
Reunião é realizada a portas fechadas (Foto: Marcos Ermínio)Reunião é realizada a portas fechadas (Foto: Marcos Ermínio)

A reunião entre autoridades, ruralistas, lideranças indígenas e poder público marcada para a manhã desta quinta-feira (27) na governadoria em Campo Grande pode resultar na saída imediata dos 1 mil índios que ocupam a Fazenda Esperança em Aquidauana. Os representantes compõem o Fórum Nacional de Assuntos Fundiários do Ministério da Justiça.

Para o promotor do MPF (Ministério Público Federal), Emerson Kalif Siqueira, os reflexos podem ser imediatos se o cronograma apresentado pelas autoridades for aceito pelos índios. A reunião estava marcada para as 9 horas, mas houve atraso de pelo menos 1h30. O encontro é a portas fechadas e representantes das etnias Terena, Kadiwéu e Guarani-Kaiowá.

O presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Francisco Maia, também acredita que os índios podem sair o mais rápido possível das terras após o término da reunião.

“Todos sabem que o caminho da paz exige renúncia, que é a saída dos índios das áreas ocupadas”, afirma Maia. O representante dos ruralistas diz ainda que o encontro de hoje é considerado um “embrião” do acordo futuro.

Um inventário sobre as benfeitorias feitas pelos produtores nas 66 áreas invadidas em todo o Estado será feito pela Acrissul. Sobre a proposta de compra das áreas por parte do Governo Federal, Maia voltou a afirmar que a opção só será aceita se a compra for em dinheiro e não em títulos.

“A Buriti é uma das que já possui sinalização de compra pelo Govermno, mas se não for em dinheiro não aceitamos nem sentar à mesa”, completa o ruralista que lembrou ainda que o Congresso Nacional possui o projeto que estabelece o marco regulatório que delimita em terra indígena as áreas que estavam ocupadas até 1968.

Reintegração – A Fazenda Esperança em Aquidauana está ocupada por indígenas desde o dia 30 de maio. No último dia 18 deste mês, o juiz Renato Toniasso da 1ª Vara da Justiça Federal em Campo Grande aceitou o pedido de reintegração de posse da área e deu prazo de 10 dias para a Funai (Fundação Nacional dos Índios) retirar os índios da fazenda.

A ordem para os índios saírem das terras vence nesta quinta-feira (27), mas em uma assembleia geral de caciques realizada ontem (26), as lideranças decidiram ficar na propriedade e resistir mesmo se houver presença da Polícia Federal no cumprimento da reintegração.

O promotor Emerson Kalif afirmou que a Funai e o MPF pediram à Justiça que o prazo seja estendido para que haja diálogo com os índios e que eles possam sair da propriedade de forma pacífica.



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