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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

15/08/2014 15:51

Com sacrifício de 8,5 mil cães em 2014, Capital volta a discutir eutanásia

Aliny Mary Dias
Audiência reúne entidades e órgãos públicos da Capital (Foto: Aliny Mary Dias)Audiência reúne entidades e órgãos públicos da Capital (Foto: Aliny Mary Dias)

A maioria dos cães sacrificados pelo CCZ (Centro de Controle de Zoonozes) em Campo Grande foram infectados pela leishmaniose. Durante todo o ano passado, foram 16.323 mil cães eutanasiados e nos primeiros sete meses desse ano as mortes chegam a 8.536 mil. Para discutir o assunto, entidades estão reunidas na Câmara Municipal em uma audiência pública sobre a leishmaniose.

Segundo dados do CCZ, dos 8.536 mil animais mortos esse ano, 94,6% deles estavam infectados pela leishmaniose. A grande polêmica é que muitas entidades protetoras dos animais e até profissionais médicos veterinários garantem que a eutanásia não é a saída e se transforma em uma afronta contra os animais.

Diretora do CCZ, Júlia Maksoud, explica que para os setores de saúde não há polêmica, todos seguem normas federais que indicam a eutanásia como procedimento mais adequado. “A situação mais importante é a prevenção e nós seguimos a legislação federal e quem resolve fazer tratamentos paliativos está cometendo crime”, diz.

Pesquisa da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), feita em 2012, aponta que naquele ano Mato Grosso do Sul ocupava a 5ª colocação no ranking dos estados com maior incidência da doença, no ano passado o índice chegou a 17,31%.

Dados do SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade), revelam que em Em um ano e sete meses, vinte pessoas morreram em decorrência da doença na Capital.

Participam do debate que deve se estender durante toda a tarde representantes da Superintendência Federal de Agricultura, a Decat (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista), do CCZ e do CRMV (Conselho Regional de Medicina Veterinária).

Sintomas - Nos cães os principais sintomas de leishmaniose são emagrecimento repentino e lesões em várias partes do corpo.

Já nos seres humanos ela se manifesta nas formas: cutânea e visceral. Na cutânea aparecem úlceras na pele, enquanto na visceral ocorre febre, debilidade do corpo e comprometimento do fígado e baço, podendo levar a morte.

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A eutanásia não é solução para nada, temos que aprender a respeitar mais a natureza e os animais, os cães não desenvolveram a leishmaniose sozinhos a culpa é nossa, imaginem se quando a AIDS foi descoberta, alguem falasse que o caminho certo para as pessoas infectadas era a eutanásia? Isso tá errado, já foi mais do que comprovado que há sim tratamento para a leish, assim como a AIDS, ainda não há uma cura, mas os cães podem ter uma vida saudável sendo portadores da doença, a Dra Julia Maksoud não é culpada, ela, assim como a maioria dos seres humanos, quer ir pelo caminho mais fácil que é o sacrificio dos animais, isso tá errado, se uma coisa não está dando certo, temos que procurar novos caminhos e não acabar com tudo de uma vez. Não há lei que diga que os cães devam ser sacrificados.
 
maximiliano rodrigo antonio nahas em 15/08/2014 17:10:25
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