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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

15/08/2014 13:24

Em quase dois anos, leishmaniose mata 20 e será tema de audiência pública

Kleber Clajus

Em um ano e sete meses, vinte pessoas morreram em decorrência da leishmaniose em Campo Grande. Os dados são do SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade) e abrem questionamentos sobre a prevenção e combate à zoonose que atinge cães e roedores, podendo ser transmitida aos humanos. Audiência pública sobre o tema ocorre hoje (15), às 14h, na Câmara Municipal.

Convocado pela Comissão Permanente de Meio Ambiente, o debate questiona se “estamos no caminho certo”. Este ainda pretende traçar panorama sobre a leishmaniose e as ações tomadas pelo poder público, bem como as relativas a guarda responsável de animais infectados.

Um dos problemas no diagnóstico, conforme a CCZ (Coordenadoria de Controle de Zoonoses), é a falta de kits do Ministério da Saúde para testagem em cães, uma vez que foram suspensas entregas em 25 de julho. Nesse sentido, o órgão não recolhe ou recebe animais com suspeita, mas somente os que já possuem confirmação da doença para proceder com a eutanásia.

Nos últimos sete meses, 8.536 animais foram eutanasiados pelo órgão, sendo 94,6% deles com diagnóstico positivo para leishmaniose. Em 2013, 16.323 cães passaram pelo procedimento. Mesmo que não haja cura, protetores dos animais ressaltam que o tratamento da doença é possível sem oferecer risco aos humanos.

Para o vereador Eduardo Romero (PT do B), somente a eutanásia não resolve o problema, mas sim uma política pública de educação voltada a combater o mosquito transmissor, o palha.

“Se existem animais doentes, humanos sendo infectados é porque o mosquito está se proliferando nas casas, nos terrenos baldios que oferecem condições de reprodução’, pontou Eduardo, via assessoria de imprensa.

Sintomas da doença – Nos cães os principais sintomas de leishmaniose são emagrecimento repentino e lesões em várias partes do corpo.

Já nos seres humanos ela se manifesta nas formas: cutânea e visceral. Na cutânea aparecem úlceras na pele, enquanto na visceral ocorre febre, debilidade do corpo e comprometimento do fígado e baço, podendo levar a morte.

Transmissão e prevenção – A leishmaniose é transmitida quando fêmeas de insetos flebotomíneos infectados picam cães ou outros animais, que depois picam as pessoas, transmitindo o protozoário Leishmania chagasi. Para os seres humanos existe tratamento com uso de medicamentos, já aos animais a saída é a eutanásia ou utilização dos mesmos medicamentos .

Práticas de higiene em quintais, abrigos de animais, assim como aplicação de inseticida, e retirada de matérias orgânicas em decomposição, podem prevenir esta doença.

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