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Capital

Conheça o Seneca, modelo de avião que caiu e matou piloto e pesquisadora

Há 14 semanas, a empresa apresentou as características do Neiva EMB-810D usado em táxi aéreo

Por Gabi Cenciarelli | 03/07/2026 15:38


RESUMO

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Um avião modelo Neiva EMB-810D Seneca, matrícula PT-WYQ, fabricado em 1983, caiu na manhã desta sexta-feira (3) em área de mata próxima ao Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande, matando o piloto Henrique Martin de Carvalho e a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, de 45 anos. A neblina é a principal hipótese para o acidente. O Cenipa iniciará investigações neste sábado.


O avião que caiu na manhã desta sexta-feira (3), em uma área de mata próxima ao Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande, e matou o piloto Henrique Martin de Carvalho e a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, era um Neiva EMB-810D Seneca, modelo bastante utilizado em operações de táxi aéreo e transporte aeromédico no Brasil.

Há cerca de 14 semanas, a Amapil UTI e Táxi Aéreo publicou nas redes sociais um vídeo apresentando uma aeronave do mesmo modelo. Embora não seja possível confirmar se se trata do mesmo avião envolvido no acidente, a gravação detalha as características do Seneca e mostra como a empresa utiliza esse tipo de aeronave em suas operações.

No vídeo, o empresário Belaus Pereira Júnior apresenta o avião como uma opção versátil para diferentes missões. Segundo ele, trata-se de uma aeronave executiva com capacidade para seis ocupantes, utilizada tanto em deslocamentos particulares quanto em pousos em pistas rurais.

Conheça o Seneca, modelo de avião que caiu e matou piloto e pesquisadora
Destroços da aeronave bimotor modelo Seneca foram encontrados em área de mata após queda na manhã desta sexta-feira (Foto: Juliano Almeida)

"É um avião de seis lugares, um avião executivo, muito utilizado em pistas de terra e pistas de fazendas", afirma.

O empresário também destaca que o modelo pode ser adaptado para missões aeromédicas, uma das áreas de atuação da empresa. "Esse avião também é utilizado para UTI aérea", explica.

Outro ponto ressaltado por Belaus é a autonomia de voo. Conforme a descrição, o Seneca possui baixo consumo de combustível em comparação a outras aeronaves da categoria, característica que permite percorrer distâncias maiores.

Na legenda da publicação, a empresa descreve o modelo como uma aeronave capaz de unir conforto executivo, eficiência operacional e versatilidade para operar em diferentes tipos de pistas.

Acidente será investigado - A aeronave envolvida no acidente era um Neiva EMB-810D Seneca, matrícula PT-WYQ, fabricado em 1983. O bimotor decolou do Aeroporto Santa Maria na manhã desta sexta-feira e caiu poucos minutos depois em uma área de mata próxima ao terminal.

No avião estavam o piloto Henrique Martin de Carvalho e a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, de 45 anos. Os dois morreram no local.

Reconhecida internacionalmente pelos estudos sobre mamíferos do Pantanal, Lydia dedicava parte da carreira à pesquisa e conservação da fauna brasileira, especialmente dos tamanduás.

As causas do acidente ainda não foram confirmadas. Segundo o delegado Sam Suzumura, do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), uma das hipóteses iniciais é que a forte neblina registrada na região tenha contribuído para a queda da aeronave, mas qualquer conclusão depende da investigação técnica.

Conheça o Seneca, modelo de avião que caiu e matou piloto e pesquisadora
Corpos das Vítimas sendo levados do local (Foto: Juliano Almeida)

"A suspeita inicial é que, em razão do mau tempo, isso tenha provocado a queda. Só que a gente precisa seguir nos levantamentos. Vai precisar ser analisada a parte mecânica da aeronave e, para isso, a gente precisa da Aeronáutica. Então, isso vai ser só em um segundo momento para a gente ter certeza da causa do acidente", afirmou.

O modelo não possui caixa-preta, característica considerada normal para esse tipo de aeronave. Por isso, nenhum equipamento semelhante foi recolhido entre os destroços.

A área onde o avião caiu permanecerá isolada até a chegada dos técnicos do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), órgão ligado à FAB (Força Aérea Brasileira). A equipe deve iniciar os trabalhos de investigação neste sábado (4), com acompanhamento da perícia criminal.

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