Conheça o Seneca, modelo de avião que caiu e matou piloto e pesquisadora
Há 14 semanas, a empresa apresentou as características do Neiva EMB-810D usado em táxi aéreo
RESUMO
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O avião que caiu na manhã desta sexta-feira (3), em uma área de mata próxima ao Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande, e matou o piloto Henrique Martin de Carvalho e a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, era um Neiva EMB-810D Seneca, modelo bastante utilizado em operações de táxi aéreo e transporte aeromédico no Brasil.
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Há cerca de 14 semanas, a Amapil UTI e Táxi Aéreo publicou nas redes sociais um vídeo apresentando uma aeronave do mesmo modelo. Embora não seja possível confirmar se se trata do mesmo avião envolvido no acidente, a gravação detalha as características do Seneca e mostra como a empresa utiliza esse tipo de aeronave em suas operações.
No vídeo, o empresário Belaus Pereira Júnior apresenta o avião como uma opção versátil para diferentes missões. Segundo ele, trata-se de uma aeronave executiva com capacidade para seis ocupantes, utilizada tanto em deslocamentos particulares quanto em pousos em pistas rurais.

"É um avião de seis lugares, um avião executivo, muito utilizado em pistas de terra e pistas de fazendas", afirma.
O empresário também destaca que o modelo pode ser adaptado para missões aeromédicas, uma das áreas de atuação da empresa. "Esse avião também é utilizado para UTI aérea", explica.
Outro ponto ressaltado por Belaus é a autonomia de voo. Conforme a descrição, o Seneca possui baixo consumo de combustível em comparação a outras aeronaves da categoria, característica que permite percorrer distâncias maiores.
Na legenda da publicação, a empresa descreve o modelo como uma aeronave capaz de unir conforto executivo, eficiência operacional e versatilidade para operar em diferentes tipos de pistas.
Acidente será investigado - A aeronave envolvida no acidente era um Neiva EMB-810D Seneca, matrícula PT-WYQ, fabricado em 1983. O bimotor decolou do Aeroporto Santa Maria na manhã desta sexta-feira e caiu poucos minutos depois em uma área de mata próxima ao terminal.
No avião estavam o piloto Henrique Martin de Carvalho e a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, de 45 anos. Os dois morreram no local.
Reconhecida internacionalmente pelos estudos sobre mamíferos do Pantanal, Lydia dedicava parte da carreira à pesquisa e conservação da fauna brasileira, especialmente dos tamanduás.
As causas do acidente ainda não foram confirmadas. Segundo o delegado Sam Suzumura, do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), uma das hipóteses iniciais é que a forte neblina registrada na região tenha contribuído para a queda da aeronave, mas qualquer conclusão depende da investigação técnica.
"A suspeita inicial é que, em razão do mau tempo, isso tenha provocado a queda. Só que a gente precisa seguir nos levantamentos. Vai precisar ser analisada a parte mecânica da aeronave e, para isso, a gente precisa da Aeronáutica. Então, isso vai ser só em um segundo momento para a gente ter certeza da causa do acidente", afirmou.
O modelo não possui caixa-preta, característica considerada normal para esse tipo de aeronave. Por isso, nenhum equipamento semelhante foi recolhido entre os destroços.
A área onde o avião caiu permanecerá isolada até a chegada dos técnicos do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), órgão ligado à FAB (Força Aérea Brasileira). A equipe deve iniciar os trabalhos de investigação neste sábado (4), com acompanhamento da perícia criminal.
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