A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

02/09/2015 12:31

Delegado vê versão de tiro acidental de marido como "pouco provável"

Luana Rodrigues

A polícia está investigando a versão do comerciante Claudionor de Andrade Gama, 40 anos, que apresentou-se, nesta terça-feira (1º), à Polícia Civil como autor do disparo que matou a esposa Pâmella Christina Castilho Barboza, 26, no domingo (30), no Jardim Los Angeles, em Campo Grande, durante uma briga generalizada. Em depoimento, ele alegou que disparou o revólver 38 “sem querer”, a bala pegou no chão, recocheteou e acertou a vítima. Para o delegado da 5ª delegacia de Polícia Civil, João Reis Belo, a veracidade da versão é "pouco provável".

Conforme Reis Belo, a arma de onde saiu o tiro não dispara facilmente, por isso a polícia está investigando as circunstancias da morte de Pâmella. Pelo menos três pessoas ainda serão ouvidas pela polícia nesta sexta-feira(04). "Acredito que essas pessoas serão importantíssimas para esclarecermos o que realmente aconteceu no momento do disparo", explicou.

Segundo a Polícia Civil, Claudionor disse que se ofereceu para fazer um churrasco em comemoração ao aniversário de um amigo, no dia do crime. Em certo momento, durante a festa, duas mulheres começaram a brigar e foram levadas pelos demais para fora da casa.

Quando todo mundo já estava na calçada tentando apartar a briga, o comerciante falou que entrou na residência e pegou a arma de fogo e a colocou na cintura. A vítima, que estava dentro de casa cuidando do bebê de 4 meses, ouviu a confusão e saiu para ver o que estava acontecendo. Neste momento, segundo ele, o revólver escorreu da bermuda dele e caiu no chão. Ao abaixar para pegar a arma, houve o disparo que atingiu a calçada, recocheteou e atingiu sua esposa.

Segundo a polícia, todas as cinco testemunhas já ouvidas falaram que não viram ninguém sacar a arma. Isso reforça a versão do comerciante. Todas as testemunhas, de forma unânime, também disseram que viram uma faísca sair da calçada.

Elas também falaram que Claudionor socorreu a mulher no carro de um conhecido e durante todo o trajeto ao hospital dizia que “a amava”. Ele prestou depoimento bastante abalado e chorou muito ao contar sua versão. "É um caso delicado, mas a polícia precisa buscar a verdade", disse o delegado.

Na tarde desta terça-feira, o delegado João Reis Belo, da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Bairro Piratininga, foi ao local do crime acompanhado da perícia, para ver se encontrava a marca de tiro no chão, e confirmou a versão de Claudionor.

Agora o delegado aguarda os laudos periciais e o depoimento das testemunhas, que serão confrontados com a versão do homem. “O laudo que mostra a trajetória do projetil no corpo da vítima irá mostrar de onde saiu o disparo e os depoimentos podem explicar se foi acidental ou não. Ele pode ser indiciado por homicídio doloso, se for comprovado que mirou a arma para alguém, ou por homicídio culposo, se não ele não teve a intenção de matar”, finalizou o delegado.

Mulher é baleada em festa, não resiste aos ferimentos e morre no hospital
Uma mulher de 26 anos morreu, na tarde deste domingo (30), na Santa Casa de Campo Grande, depois de ser atingida por tiros durante briga em festa no ...
Com forte dores, mulher reclama de falta de atendimento em UPA
Mesmo apresentando fortes dores e inchaço na região do estômago, sem conseguir comer a três dias, uma mulher que procurou atendimento na UPA (Unidade...
Problema rotineiro, chuva causa alagamentos no bairro Cidade Morena
A chuva que atingiu Campo Grande no fim da tarde deste domingo (17) causou vários problemas à população, desde alagamentos a problemas estruturais em...


imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions