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Capital

Dengue pode infectar mesma pessoa até 4 X, com sintoma mais grave

Infectologistas não veem mudança no cenário de epidemia da doença se população não colaborar

Izabela Cavalcanti | 31/03/2023 11:55
Mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus (Foto: Henrique Kawaminami)
Mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus (Foto: Henrique Kawaminami)

Diante do cenário de epidemia da dengue em Campo Grande e da pouca conscientização da população, especialistas alertam que uma só pessoa é capaz de contrair até quatro tipos diferentes da doença, com sintomas cada vez mais graves.

São quatro variações, o Den-1; Den-2; Den-3 e Den-4. Isso significa que a pessoa não pode pegar o mesmo tipo mais de uma vez.

Na visão da infectologista Haydee Marina do Valle, a doença vai surgir cada vez mais se os moradores das casas não tiverem os cuidados que já são velhos conhecidos, como: limpar terreno e não deixar água parada.

“As pessoas podem pegar dengue até quatro vezes, e cada vez vai ficando mais grave. São subtipos. Tem que ter uma conscientização popular, mas as pessoas não têm cuidado”, destaca.

Ainda de acordo com a médica, em média, são sete dias para a melhora, podendo se estender por meses alguns sintomas, como por exemplo, queda de cabelo. O cuidado maior é para pessoas com comorbidades, que podem demorar a se curar.

Haydee explica que a doença é identificada pelas plaquetas no exame de sangue, mas que o fator principal que vai ajudar as pessoas a se curarem mais rápido é a hidratação.

Na mesma linha de raciocínio, o infectologista e pesquisador da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) Júlio Croda ressalta sobre a importância da contribuição da população.  Segundo ele, os sintomas podem aparecer de um a quatro dias.

“A gente já vive um aumento substancial de casos. A população tem que contribuir eliminando os focos, ficar atento aos sintomas da dengue e ir à unidade de saúde”, salienta.

Tipos – A dengue é uma doença febril aguda, transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. O mosquito também causa chikungunya e zika vírus.

A doença comum apresenta como sintomas febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos e nas articulações, com possibilidade de aparecimento de manchas vermelhas no corpo.

No caso da dengue grave, no início os sintomas são iguais ao caso comum , mas com o passar dos dias alguns pacientes começam a apresentar dores muito intensas no abdômen, vômito, confusão mental e sinais de sangramento.

Vacina – Ainda de acordo com Júlio Croda, as vacinas contra a dengue do laboratório francês Sanofi Pasteur e da farmacêutica japonesa Takeda já foram autorizadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

“A Takeda será para qualquer pessoa e a Sanofi para quem teve contato com a dengue”, explica.

Conforme informações da Anvisa, o produto da Takeda, a vacina Qdenga, está destinado à população pediátrica acima de 4 anos, adolescentes e adultos até 60 anos de idade.

O imunizante será aplicado em esquema de duas doses, com intervalo de três meses. Essa é a primeira vacina aprovada no Brasil e resguarda entre os quatro tipos.

Casos – Conforme o boletim epidemiológico, divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) na quinta-feira (30), Mato Grosso do Sul já registra 20.154 casos prováveis de dengue em 2023. São 9.296 casos confirmados; 4 óbitos em investigação e 8 mortes confirmadas.

Campo Grande lidera com 2.115 casos; em seguida está Três Lagoas, 1.149; Bela Vista, 483; Maracaju, 413. Dourados, a segunda maior cidade do Estado, tem 241 infecções por dengue.

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