A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

22/07/2015 11:05

Em greve, servidores federais fazem passeata por reajuste salarial

Antonio Marques
Servidores federais realizaram passeata nas ruas do centro da Capital na manhã de hoje (Foto: Fernando Antunes)Servidores federais realizaram passeata nas ruas do centro da Capital na manhã de hoje (Foto: Fernando Antunes)

Servidores federais em greve realizaram na manhã de hoje, 22, uma marcha no centro da Capital para protestar contra o governo federal, por não avançar nas negociações com as diversas categorias do funcionalismo público, que buscam reposição salarial e reestruturação da carreira. Durante cerca de 40 minutos, as ruas centrais foram interditadas para a passagem da manifestação.

Após a concentração na Praça do Rádio Clube, servidores do INSS (Instituto Nacional de Segurança Social), professores e funcionários administrativos da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso Sul), da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Funasa (Fundação Nacional da Saúde), Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) e Incra (Instituto de Colonização e Reforma Agrária) desceram à Avenida Afonso Pena até a Rua 14 de Julho, seguindo até a Rua Barão do Rio Branco e retornando à Praça.

Com cruzes, cartazes e faixas, os funcionários públicos mostraram as reivindicações e, no carro de som, os dirigentes sindicais pediam apoio da população e explicavam os motivos da passeada pelo centro da Capital.

Com uma cruz nas costas e bandeira na mão, o presidente do SinPRF/MS (Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais, Lúcio Nogueira, disse que os policiais querem a reestruturação da carreira nacional, para equiparação salarial com o restante dos servidores do ensino superior. “Há quatro anos a carreira da PRF é de ensino superior, mas o salário é de ensino médio. Queremos receber pela média das carreiras do ensino superior”, explicou.

Sobre a cruz, ele disse ser por conta do número de policiais que perdem a vida nas rodovias, alguns em confronto e outros atropelados. No estado são cinco mortes nos últimos anos e no Brasil somam 200, conforme Lúcio Nogueira, que informou também que nesta quinta-feira, 23, a direção da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais vai ter reunião no Ministério do Planejamento e Orçamento e Gestão, em Brasília, para debater a questão. “Dependendo desta reunião, podemos entrar greve, que já tem indicativo da categoria aprovado, a definir a data”, afirmou.

Para o coordenador geral do Sista (Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino de Mato Grosso do Sul), Geraldo Rodrigues Gonçalves, a passeata é uma forma de o funcionalismo demonstrar sua indignação com a forma como tem sido tratada as negociações entre governo federal e as categorias. Em greve desde meados de junho, os técnicos da UFMS permanecem com cerca 60% das atividades paralisadas na instituição, trabalhando apenas nas atividades essenciais, como os profissionais que atuam no Hospital Universitário.

Sem previsão de fim da greve, Geraldo Gonçalves disse acreditar que até o final de agosto tudo deverá voltar a normalidade em razão de o governo federal ter de apresentar o projeto da LOA (Lei Orçamentária Anual), que deve ser apresentada ao Congresso Nacional até o final do mês que vem. “Esperamos que no retorno dos trabalhos legislativos, em Brasília, as negociações possam avançar e, assim, poderemos voltar ao trabalho.”

Nesta semana estão previstas diversas reuniões no Ministério do Planejamento com os representantes do funcionalismo público das categorias em greve e outras que estão ameaçando paralisar as atividades nos próximos dias.




imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions