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Capital

Em noite agitada, Guarda acaba com mais uma rave na Chácara dos Poderes

Nenhum convidado foi encaminhado à delegacia, mas a festinha na pandemia acabou

Por Guilherme Correia | 13/07/2020 09:06
Pessoas em festa clandestina que aconteceu na Capital (Foto: Divulgação/GCM)
Pessoas em festa clandestina que aconteceu na Capital (Foto: Divulgação/GCM)

Por volta das 22h30 de ontem (12), rave foi encerrada na região do Bairro Chácara dos Poderes, zona leste de Campo Grande. Nos locais, são recorrentes as festas durante a pandemia de covid-19. De acordo com a Guarda Civil Metropolitana, havia cerca de 40 pessoas "curtindo" música alta, sem qualquer cuidado com a doença.

Apesar de desrespeitarem o toque de recolher, nenhum dos convidados foi encaminhado à delegacia, por não haver "ilícitos", informa a Guarda. Em fotos enviadas pela assessoria de imprensa, é possível verificar diversas embalagens de bebidas alcoólicas pelo local, além de várias pessoas sem máscara.

Segundo dona de casa que mora na região, festas durante a madrugada são frequentes mesmo durante a pandemia. "É som e bagunça a noite toda, e segue agora depois que amanheceu. É um desrespeito com os moradores e o poder público".

Desde março, a Prefeitura Municipal de Campo Grande decretou proibição de festas na Capital, a fim de evitar a rápida propagação do novo coronavírus.

Toque de recolher - Entre 20h de domingo e 5h da madrugada de hoje, foram fiscalizados 86 estabelecimentos comerciais. Desses, 7 foram notificados pela Semadur (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano) por falta de alvará, e 4 descumpriam toque de recolher.

Mesa de sinuca foi fiscalizada (Foto: Divulgação/GCM)
Mesa de sinuca foi fiscalizada (Foto: Divulgação/GCM)

Na mesma noite, 2 estabelecimentos foram interditados pela Sesau (Secretaria Municipal de Saúde). Além disso, a Guarda encontrou 294 pessoas nas ruas, que foram orientadas a permanecerem em casa.

Principal mecanismo para que a população denuncie desrespeito à quarentena, o telefone 153 recebeu 514 ligações, sendo que mais da metade (360) eram denúncias.