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Capital

Em padaria destruída por árvore, dona contabiliza prejuízo: "mas não fecharemos"

Na mesma região, hortifrúti está sem energia há mais de 18 horas e estima prejuízo de R$ 20 mil

Por Dayene Paz e Aletheya Alves | 16/10/2021 09:00
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

O temporal desta sexta-feira (15), com ventos de quase 100 quilômetros por hora, deixou rastro de destruição em Mato Grosso do Sul. Houve queda de árvores, destelhamento de casas e falta de energia. Em Campo Grande, os prejuízos para moradores e comerciantes ainda são contabilizados.

Atingida por uma árvore na tarde de ontem, a padaria Padarelli, na Avenida Marquês de Lavradio, Jardim São Lourenço, teve estrutura destruída e ainda está sem energia.

A empresária Enizeli Brito, de 55 anos, conta que não estava no momento e foi avisada pelos vizinhos. "Eu não estava aqui na hora que aconteceu, mas o pessoal viu logo que a árvore começou a levantar, porque era uma árvore velha e cedeu", disse. "Caiu com raiz e tudo".

A mulher conta que logo que suspeitaram que a árvore poderia cair, os vizinhos alertaram os funcionários que estavam dentro da padaria. "O pessoal começou a gritar para as pessoas que estavam aqui dentro. Tiramos todo mundo de perto e só estragou mesmo a estrutura que cobre".

O local tem seguro, mas o prejuízo ainda é contabilizado. "Tem seguro, mas está vendo se vai cobrir. Se não pagar, a gente vai dar um jeito", disse Enizeli, complementando que não pretende fechar as portas. "A gente tem bastante movimento, principalmente de manhã, e não temos como fechar. Então, vamos só isolar aqui do lado e liberar o restante".

Na mesma região, o proprietário da MS Hortifruti, localizada na Avenida José Nogueira Vieira, sofre com a falta de energia desde às 15 horas desta sexta, após um galho de árvore atingir a rede elétrica. Um prejuízo estimado em R$ 20 mil.

Na MS Hortifruti, prudutos podem estragar com falta de luz. (Foto: Kísie Ainoã)
Na MS Hortifruti, prudutos podem estragar com falta de luz. (Foto: Kísie Ainoã)

O proprietário Nivaldo Shirad, de 61 anos, explicou que o local possui muitos freezers e três câmaras frias. "A de congelados está com sorvetes, bebidas, hortifrúti e até carnes. Na parte de cogumelos, precisa de uma temperatura específica, controlada, se não está com essa temperatura, logo pode começar a mofar", explica.

Shirad disse que ainda não conseguiu fazer um levantamento, mas estima prejuízo de R$ 20 mil. "Além disso, tenho cerca de 20 funcionários, que estão parados desde ontem, fazendo manutenção interna. Também não consigo abrir as portas, porque não tem sistema por causa da falta de energia", lamenta.

A reportagem procurou tanto a assessora de comunicação da Energisa quanto o diretor-presidente da concessionária, Marcelo Vinhaes, mas não obteve resposta com a previsão da retomada do serviço.

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