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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

30/08/2011 12:47

Empresas de MG, PR e ES querem explorar concessão do transporte na Capital

Aline dos Santos

Caso contrato seja rompido, mão de obra terá que ser aproveitada

Segundo Rudel, informatização é uma as exigências do Ministério das Cidades. (Foto: Simão Nogueira)Segundo Rudel, informatização é uma as exigências do Ministério das Cidades. (Foto: Simão Nogueira)

A notícia do provável rompimento do contrato de concessão do transporte público em Campo Grande despertou o interesse de empresas de outros Estados.

“Já estão ligando na Agetran. Empresas de Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo”, afirma o diretor-presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito, Rudel Trindade.

De acordo com ele, caso o rompimento se confirme, o contrato deve especificar que as empresas têm que reaproveitar a mão de obra, para evitar o desemprego em massa.

O Ministério das Cidades exige melhorias no transporte público para que Campo Grande receba recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Mobilidade Urbana.

A Assetur (Associação das Empresas do Transporte Coletivo Urbano) precisa investir R$ 40 milhões. “O sistema precisa ser muito bem informatizado, para a pessoa saber quando tempo vai demorar o ônibus, com informações sobre o trajeto”, salienta o diretor da Agetran.

A questão ambiental também será priorizada. “Os nossos ônibus têm que atender as normas do Conama. Uma garagem de ônibus gasta de 5 mil a 10 mil litros de água por dia só para lavar carro. Têm os produtos químicos, o óleo lubrificante”, afirma.

Para a empresa, Rudel explica que a vantagem será aumento do número de passageiros, diante da melhora do sistema, e redução dos custos operacionais. “O ônibus circula a 18km/h, se aumentar um pouco, vai reduzir o consumo do combustível”.

A prefeitura chegou a anunciar o rompimento com a Assetur. Hoje, o prefeito Nelsinho Trad (PMDB) declarou que o momento é de trégua, em busca de solução.

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Sou Campograndensse, 26, engenheiro formando na captal e já dependi de ônibus na época da faculdade. A pior coisa que tinha em andar de ônibus, além, é claro, da lotação, era não saber ao certo a que horas passaria o próximo ônibus para o meu bairro que tinha um intervalo de 50 min. Poderia acontecer de ele ter recém passado e eu, sem ter a informação, tinha que ficar plantado ali, de pé a epera do próximo. Outra coisa, quando eu precisava mudar da rota rotineira, só a sorte podia me guiar. Hoje, vivo e trabalho em Bremen, na Alemanha. Aqui, mesmo tendo condições financeiras para comprar um carro, decidi não comprar devido ao excelente sistema de transporte público. Posso assim, economizar um bom dinheiro para outros investimentos. De dia, não espero mais que 10 min, mesmo sem saber a que horas passa o próximo. As paradas mais movimentadas possuem painéis eletrônicos simples que atualizam-se conforme os ônibus passam pelos sensores espalhados pela cidade, informando os horários com precisão. Os pontos estão 100% equipados com uma placa de metal com o nome do ponto e as linhas que ali circulam. Dentro da cobertuda contra chuva, um banco e um quadro de informações. No quadro, protegido por acrílico contra vandalos, informações de preços de passagen, pontos de venda e forma de pagamento, além de um mapa de todas as rotas da cidade, cada uma representada por uma cor, o que facilita a qualquer turista aventureiro ou usuário novato a se encontrar em instantes. Contém também os horários previstos de cada linha, o que ajuda nos pontos onde não existe o painel eletrônico.
Vou criar meus filhos nessa cidade linda e ficaria orgulhoso, satisfeito e tranquilo se minha família e eu pudéssemos, em um futuro próximo, deixar o carro como última opção de transporte, apenas para viagens. Estarei contribuindo para uma natureza mais limpa, um transito mais tranquilo e a saúde física e financeira da minha família.
Porém, voltando a realidade, me pergunto: Será mesmo, que os interesses políticos irão deixar de favorecer a indústria automobilísticas donde grande parte dos impostos são recolhidos e verbas de campanhas são arrecadados para promover o bem estar e conforto ao seus cidadães? Se um dia isso acontecer deixarei de ser sético e terei certeza que a política brasileira está evoluindo. Até lá, leio os progressos sempre com uma pulga atrás da orelha.
 
Bernardo Schunke França em 31/08/2011 07:39:18
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