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Capital

“Estou super abalado”, conta chaveiro no primeiro dia de trabalho após crime

Ao Campo Grande News, homem de 69 anos disse que foi só fazer um serviço e perdeu "uma tarde inteira''

Por Ângela Kempfer e Clara Farias | 25/03/2026 09:08
“Estou super abalado”, conta chaveiro no primeiro dia de trabalho após crime
Chaveiro na saída de casa nesta manhã em Campo Grande (Foto: Clara Farias)

O chaveiro de 69 anos que presenciou o crime dentro de uma residência em Campo Grande disse nesta quarta-feira (25) que não pretende mais falar sobre o caso. "Estou super abalado, fui só fazer o meu trabalho e perdi uma tarde inteira". Ele afirmou ao Campo Grande News que seguiu orientação jurídica e quer se afastar da situação. Também não autorizou imagem dele.

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Um chaveiro de 69 anos, testemunha de um homicídio em Campo Grande, decidiu não mais comentar o caso após orientação jurídica. O profissional estava prestando serviço quando presenciou o crime, que vitimou um homem identificado como Roberto. Segundo seu depoimento à polícia, o autor do crime entrou na residência já armado, sem dar chance de reação. Após atirar contra Roberto, ameaçou o chaveiro, que conseguiu fugir discretamente do local. A testemunha acredita que o criminoso já chegou com a intenção de matar a vítima, sem qualquer tentativa de diálogo.

“Fui orientado pelo advogado a não falar mais nada. Estou super abalado, fui só fazer o meu trabalho e perdi uma tarde inteira. Se quer ser meu amigo, deixe essa história para lá, já falei com os policiais ontem”, disse.

Apesar do silêncio agora, no depoimento prestado à polícia logo após o ocorrido, ele descreveu uma cena rápida e sem possibilidade de reação. Segundo o relato, o autor entrou pelo portão social no momento em que ele e a vítima, identificada como Roberto, acessavam o imóvel, já com uma arma em mãos.

De acordo com a testemunha, o homem apontou a arma e questionou a presença deles no local com agressividade. A vítima não teria tido tempo de responder. O disparo foi feito imediatamente, e Roberto caiu ao lado do chaveiro.

“Estou super abalado”, conta chaveiro no primeiro dia de trabalho após crime
Na calçada em frente a casa, fechadura no chão, após ser retirada ontem pelo chaveiro para entrada no imóvel

Na sequência, o autor teria voltado a arma contra o trabalhador. O chaveiro afirmou que tentou explicar que estava ali apenas para prestar serviço, mas foi interrompido e obrigado a se deitar no chão. Ele relatou que não houve discussão, reação ou qualquer tipo de confronto antes do tiro.

Ainda segundo o depoimento, o suspeito continuava alterado e fazendo ameaças enquanto se aproximava novamente da vítima já caída. Aproveitando um momento de distração, o chaveiro conseguiu se levantar e sair do local de forma discreta, temendo ser atingido também.

Ele contou que se afastou com cautela até alcançar o portão e, ao ganhar distância, fugiu. Já em segurança, entrou em contato com o filho e pediu que a polícia fosse acionada.

O homem afirmou que não viu o momento em que o autor deixou a residência. Cerca de 20 minutos depois, já distante, percebeu a chegada de equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar.

No depoimento, ele reforçou que presenciou apenas um disparo enquanto ainda estava no local e que tudo aconteceu de forma muito rápida. Também declarou acreditar que o autor já chegou com a intenção de cometer o crime, sem qualquer tentativa de diálogo.