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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

30/03/2011 21:36

Estudantes fazem protesto por mais professores na UFMS

Paulo Fernandes
Alunos querem concurso público para novos professores. (Foto: Ítalo Milhomem)Alunos querem concurso público para novos professores. (Foto: Ítalo Milhomem)

Cerca de 100 estudantes fazem um protesto nesta noite, na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande, contra a falta de professores no curso de História.

Os acadêmicos dizem que o curso possui apenas quatro professores, incluindo dois (Cezar Augusto Carneiro Benevides e Nanci Leonzo) que respondem a um processo administrativo por vantagem pessoal com a compra de acervo de 2.500 livros.

De acordo com acadêmico Sérgio Anástico de Souza Junior, do 3º ano de História, o problema de falta de professores persiste desde o ano passado. Ainda segundo ele, o ideal para o curso seria ter oito docentes.

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Blá, Blá, Blá...muitos de vocês chovem no molhado. Grande parte das coisas que vocês disseram acontece na UFMS há tempos e grande parte da comunidade acadêmico ou não, conhece essas situação de descaso. Cabe a gente pensar em "soluções" ou melhor, em situações que faça a gente chegar até ela. E cabe a gente ver a grafia mesmo desses comentários. A falta de Professores não justifica erros tão GROSSEIROS com nossa ligua portuguesa. Sei que há teorias que levam em consideração a transmissão da ideia ou mensagem, mas isso não exclui a responsabilidade de escrevermos certo. Como futuros professores, teremos a cara de pau de obrigarem nossos alunos escreverem certo se a gente mesmo não faz isso?
 
Joaquim Santos em 06/04/2011 06:32:44
Sou aluna do curso de História e gostaria de relatar um fato que aconteceu comigo. Junto com outros colegas, participei de uma reunião na semana passada com dois representantes da UFMS.
Não me foi permitido gravar a resposta a uma de minhas perguntas. Eu perguntei por que um alto funcionário da Assessoria Jurídica da UFMS trabalha desde 2009 com uma liminar na Justiça, enquanto a reitoria por meses se negou a obedecer uma liminar que determina a reintegração de dois professores ao curso de História. Eu perguntei qual a diferença entre estes dois casos (o do funcionário do setor jurídico e dos professores). Quero acreditar que a reitoria da UFMS não usa dois pesos e duas medidas para tratar os servidores. Quero acreditar que vivemos num País democrático e todos são iguais perante a Lei.
Na mesma semana após esta reunião, soubemos que três vagas do curso de História foram transferidas para outros cursos da UFMS. Somente a união dos estudantes poderá garantir a continuidade do nosso curso e vamos lutar por isso.
 
Maria José Surita em 02/04/2011 11:23:47
Quem mandou não escolhermos medicina, odonto ..acho que até os cursos técnicos oferecidos pela UFMS são mais valorizados...Mas sabemos a causa, os mandatarios levam seus problemas e desafetos pessoais, para o lado profissional , tentando assim dizimar com o curso de História, pois neste encontran-se seus desafetos!!
Caso existisse o mínimo de vontade todos os problemas estariam resolvidos, mas é mais comodo ver alguém agonizando do que estender a mão!!!
Salve UFMS!! Salve Brasil!!!
 
Cleber Andrade em 31/03/2011 12:17:20
Sou acadêmica do 2º ano de História e estava na manifestação. Esperamos que nosso curso seja tratado com dignidade e respeito, pois o mínimo que a instituição deve nos oferecer é o direito de ter aulas regularmente com professores capacitados e de nos formarmos na data prevista nos processos seletivos pelos quais passamos para ingressar na UFMS, no entanto nossos direitos são desrespeitados à todo momento. A situação está tornando o sonho de mtos estudantes em um pesadelo, mas cremos que poderemos acordar dele e seguir em frente.
 
Elaine Florentino em 31/03/2011 12:13:20
faltou força à manifestação, eu aceito que os alunos estavam imbuidos de boas intenções, mas de quê adiantou? É muito mais interessante para a reitora manter as coisias como estão. Me desculpe o pessimismo, sou ex aluno e estava lá ontem, de que adiante um monte de alunos barulhentos interrompendo o trânsito temporariamente, a noite, distribuindo panfletos? qual foi a repercussão? qual orgão de imprensa foi lá ver a coisa in loco? A reitora deve estar rindo agora, um curso que forma professores não tem importância no tabuleiro politico do grupo dela. Faltou também gana aos alunos, protesto pacifico? faz greve de fome então! menos assembléias e mais ação!
 
kiko cruciol em 31/03/2011 11:02:31
Sou acadêmico de direito da UFMS em Campo Grande, a faculdade também necessita de professores efetivos. A faculdade tem mais de 700 alunos e só 13 professores efetivos, o resto são de professores voluntários quem vem dar aula de graça e por amizade, quando o ideal seria pelo menos uns 30... apesar de tudo isso a nossa reitora quer abrir mais cursos de direito no interior sem cuidar dos que já tem, isso é uma vergonha! Cade a OAB e o MPF que não fazem nada???....Mais seriedade com os cursos que já existem reitora.
 
Leonardo Gomes em 31/03/2011 10:10:10
Bom dia, gostaria de solidarizar com os acadêmicos de história da UFMS, mas primeiramente devemos olhar a grafia de alguns academicos que escrevem nesta coluna. Se realmente querem ser academicos deveriam escrever corretamente e cobrar da reitoria os seus direitos.
 
Orlando Freitas em 31/03/2011 09:36:35
Estou com essa galera que quer estudar para melhorar do Brasil e não pode porque o governo não está nem aí para a educação deste país.
É isso aí, tem mais é que reinvidicar os direitos mesmo, tambem estou com esse problema de falta de professor em meu curso, sou da sociologia da federal e até agora não tive aulas de algumas disciplinas, isso nã podemais acontecer.

Abraço a todos.

Fabian Fernandes
 
Fabian Fernandes em 31/03/2011 08:57:10
Esperamos mais transparência da Universidade para com os alunos do curso de História - UFMS/Campo Grande.
É uma vergonha numa Universidade Federal um curso, até pouco tempo atrás, ter apenas dois professores efetivos, quando que o recomendado por uma comissão do Governo Federal seriam oito.
Queremos ser ouvidos e, logo, atendidos.
 
João Pedro Ribeiro Acadêmico de História UFMS em 31/03/2011 08:31:59
A política da universidade vai ao sentido oposto da mentalidade das maiores potências mundiais. Todo o mundo já sabe que o futuro da humanidade está embasado em uma educação de qualidade. Aqui continuam priorizando cursos como medicina, odontologia, engenharia e demais cursos de maior visibilidade financeira, não acho que a educação seja mais importante que a saúde ou a infra-estrutura, mas é no mínimo tão importante quanto!
Todos passam um dia na vida por um professor: o futuro dos seus filhos pode estar em nossas mãos! Cursos de licenciatura sucateados, professores formados aos trancos e barrancos, sem o mínimo de qualidade e tendo que brigar por professores, é lamentável a atenção dada aos cursos de licenciatura, como se professores fossem um profissional qualquer, sem importância alguma, como se seu trabalho de educar/ensinar não tivesse valor nenhum! O que os alunos estão pedindo não é aumento de salário, não é diminuição da carga horária, não é o reconhecimento da profissão, querem apenas qualidade, estudar e ser bem formado, para poder exercer sua profissão com competência, com precisão cirúrgica dentro da sala de aula! Investimos para chegar até aqui, anos de estudo, gastos com material, escola, cursinho, tempo, saúde, para depararmo-nos com essa situação caótica? Por isso muitos desistiram no meio do caminho, por desacreditar, muitos mudaram de curso ao deparar-se com a triste realidade: "NÃO VALE A PENA SER PROFESSOR NO BRASIL". Mas muitos ainda acreditam, têm um ideal, e não será o desinteresse das autoridades muito menos o descaso da sociedade que destruirá essa sede de justiça, pelo contrário tudo isso só ira aumentar a sede!
Chegar em sala de aula e encontrar um professor de qualidade e com vontade é o mínimo que podemos exigir após passar por um rigoroso processo seletivo e adentrar em uma instituição pública FEDERAL de ensino.
 
Josemar da Silva Pawiloski em 31/03/2011 08:21:06
No ano de 2008, no período de eleições para eleger um novo reitor na UFMS, vários acadêmicos promoveram uma manifestação que resultou na ocupação da reitoria. Naquela época os alunos pediam que houvesse um debate democrático entre os candidatos. O debate não ocorreu, uma candidata se recusou a participar, e por incrível que pareça, ela ganhou as eleições.
Hoje, o cenário é o mesmo na UFMS; não há democracia, seguranças entram em sala de aula para convidar professores a se retirarem, e a reitora continua se negando a conversar com os alunos.
Espero que a população entenda a manifestação dos alunos em prol da qualidade na educação superior.
 
Priscila Lemos em 31/03/2011 08:10:44
De nada adianta esse protesto. Não é a reitora que autoriza a fazer concursos. É o Ministério do Planejamento.
 
Lilian Teixeira em 31/03/2011 07:53:12
Para constar, o protesto foi organizado pela Comissão de Estudantes em Defesa do Curso de História eleito em assembléia dia 24 de Março. Também contamos com apoio do DCE-UFMS e acadêmicos do curso de Filosofia, Ciências Sociais e Letras.

O Protesto foi pacífico, entregamos panfletos sobre as nossas reivindicações para os motoristas e recebemos diversas manifestações de apoio.

A luta continua, hoje teremos reunião do Movimento à noite.


 
Sérgio Anastácio de Souza Júnior em 31/03/2011 07:43:00
Atrevo-me a dizer que o objetivo da Reitoria da UFMS é a extinção do Curso do História DHI/CCHS e a expoliação do local onde fica atualmente o Departamento de História DHI, local emblemático na história da instituição. Caso contrário como poderíamos explicar o fato de após a demissão dos professores Dr. Cezar Augusto C. Benevides e Dra. Nanci Leonzo a Reitora mandar publicar no Diário Oficial da União, de 22/03/2011, a nomeação de dois profissionais para os cargos então vagos só que em área diversa da que originou a vacância: uma para o Gabinete do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET) e outra para o Gabinete da Faculdade de Computação (FACOM).
Acredito que os atos dizem mais do que as palavras e que o discurso dos representantes da Reitora: Direção do CCHS e Pró-Reitor de Ensino de Graduação (PREG) não condizem com a verdade ou carecem de dados.
A organização do Curso de História ou mesmo sua reestruturação deveria passar pela vinda de mais professores, e não pela retirada do já reduzido número de docentes.
Serão esses alunos prejudicados que amanhã educarão nossos filhos.

Luciano Mendes e Silva
Professor de História
Ex-discente do Curso de História CCHS
 
LUCIANO MENDES E SILVA em 31/03/2011 05:43:02
O que não pode é contuniar da forma que está. Sairemos às ruas mais uma vez na intenção de alertar e evidenciar os problemas já citados.. Respeito e formação . Abaixo o descaso... salve salve!!!
 
Jefferson Cestari em 31/03/2011 04:03:24
Infelismente os políticos maqueiam a educação no nosso País,onde deveria ser um exemplo de instituição publica para nosso estado,é simplesmente uma vergonha para nóis cidadões que pagamos nossos impostos e sonhamos que nossos filhos entre em uma instituição de qualidade.Cade o poder público,que não resolve isso,pois se a UFMS abre vagas pra determinados cursos,tem que no minimo ter professores para o mesmo.E o problema,não são somentes dos estudantes,mais de todos os campograndenses que sonham em um dia seus filhos estarem lá.
 
Maria José da silva em 30/03/2011 11:28:32
Falta professores no curso da FACOM - ANÁLISE DE SISTEMAS também! Na UFMS de Campo Grande.. Lamentável.
 
Fred Freitas em 30/03/2011 11:23:35
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