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Capital

Falso delegado que ameaçou "meter bala" em cão é servidor federal

Situação aconteceu depois que o Golden Retriever Fred, de 11 anos, fez cocô na frente da casa dele

Por Silvia Frias e Geniffer Valeriano | 06/01/2026 11:27

Falso delegado que ameaçou "meter bala" em cão é servidor federal

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Servidor do DNIT, de 56 anos, ameaçou atirar em cachorro Golden Retriever após o animal defecar na calçada de sua namorada, no Bairro Octávio Pécora. O homem, que se identificou falsamente como delegado, foi filmado fazendo ameaças no dia 11 de dezembro. A família do animal registrou boletim de ocorrência de preservação de direito. A proprietária do cachorro, Vanei Simioli, garante que o animal não passou mais pelo local após o incidente. A Polícia Civil informou que a vítima tem seis meses para oferecer representação criminal por ameaça.

O homem que se identificou como delegado e disse que iria “meter bala” no cachorro Golden Retriever da vizinha, no Bairro Octávio Pécora, foi identificado como servidor do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), de 56 anos, sem vínculo com a Polícia Civil.

Ele trabalha no DNIT-MS desde julho de 2016 e exerceu função no magistério por 12 anos, na disciplina de administração.

A ameaça aconteceu no dia 11 de dezembro, depois que Fred, o Golden de 11 anos, fez cocô na calçada da casa do servidor. Imagens divulgadas pelo Campo Grande News mostram o homem na porta da casa da vizinha, avisando que aquela não seria a primeira vez que encontrava dejetos em frente ao imóvel.

“Avisa a dona, quem é a dona (...) que é a última vez; não foi a primeira, nem a segunda, nem a terceira que eu vejo isso, vou tomar providências. Ninguém limpa. Cuidado (...) última vez que estou avisando”.

A publicitária Barbara Melo, de 27 anos, filha da dona da casa, foi à Polícia Civil e registrou boletim de ocorrência de preservação de direito, caso algo venha a acontecer com os cachorros ou a família dela. No imóvel moram os pais dela e, além de Fred, eles cuidam do vira-lata Sansão, também de 11 anos.

A mãe de Barbara, Vanei Simioli, de 51 anos, ficou assustada com as ameaças, que foram feitas à diarista. “Eu acho que o mínimo que a pessoa tem que dizer é: ‘Ó, fiquei nervoso no momento, na hora me perdoa, desculpa’”. Depois daquele dia, ela garante que o cachorro não passou mais em frente da casa.

Segundo a Polícia Civil, a vítima ainda tem o prazo legal de seis meses para, caso deseje, oferecer representação criminal pelo crime de ameaça.