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Capital

Família contesta versão de que jovem foi morto por dívida de R$ 100

Em velório e sem respostas, família deu adeus a rapaz "trabalhador e querido por todos"

Por Dayene Paz e Miriam Machado | 28/09/2021 13:35
Familiares e amigos durante velório de Douglas. (Foto: Paulo Francis)
Familiares e amigos durante velório de Douglas. (Foto: Paulo Francis)

Durante o velório na tarde desta terça-feira (28), no Memorial Park, em Campo Grande, a família de Douglas Junior Gomez Ojeda, de 22 anos, assassinado a tiros na noite do último sábado (25), contestou a versão da existência de uma dívida de R$ 100, apontada por testemunhas como motivação do crime.

Recém-casado, Douglas saiu de Corumbá, a 444 quilômetros de Campo Grande, há cerca de 10 anos e criou raízes na Capital. Ao Campo Grande News, a família conta que Douglas era trabalhador - atuava como marceneiro -, e uma quantia de R$ 100, não deixaria de ser paga por ele.

Além disso, os familiares e amigos dizem que o rapaz não era usuário de drogas e não tinha passagens pela polícia. "Não existe questão de droga ou dívida de R$ 100", afirmou a tia do rapaz, Angélica Urtado Gomes da Mota, de 32 anos.

Angélica diz que o assassino, apontado como um rapaz de 26 anos, estava bêbado na rua e teria agido "sem motivo", segundo ela. "Já tinha mostrado a arma dizendo que mataria um, para não fazerem manobras de moto. O Douglas ainda disse que nem sabia andar de moto, nem tinha habilitação", conta a tia. Ainda afirma que, em determinado momento, quando Douglas fez menção de que iria levantar, o assassino atirou.

A versão de dívida também é questionada pelo amigo, Lucas Guilherme Garcia de Souza, de 22 anos. O rapaz conta que Douglas era trabalhador, conhecia todos do bairro e não usava drogas.

"Crescemos juntos desde que ele chegou na cidade. Íamos juntos no grupo de jovens da igreja, servimos quartel juntos, ele sempre tirava sorriso das pessoas. Ninguém sabia de dívida, se é que existe, ainda mais uma dívida desse valor, de 100 reais".

O velório aconteceu no Memorial Park, em Campo Grande. O corpo foi sepultado às 13h30.

Caso - Na noite de sábado (25), o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado e ainda tentou fazer manobras de reanimação, mas sem sucesso. Enquanto as equipes policiais atendiam a ocorrência, foram informados por testemunhas de que Douglas foi morto em razão de uma dívida de R$ 100 e o autor morava na Rua Américo Brasiliense, perto dali.

Os policiais, então, foram à residência, onde foram recebidos pelo pai do suspeito. Segundo relatos dele para as equipes, ouviu os disparos e quando saiu para saber o que havia acontecido, se surpreendeu com o filho correndo em sua direção. Ele ainda tentou segurá-lo até a chegada das forças policiais, mas não teve jeito.

O rapaz conseguiu fugir numa motocicleta Honda Fan sem placa, de cor vermelha, levando a arma utilizada no crime na cintura. No local, há câmeras de segurança e as imagens poderão ajudar a polícia durante as investigações.

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