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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

16/05/2013 20:11

Famílias do “Carandiru” recebem ordem de despejo e pedem ajuda à OAB

Nyelder Rodrigues
Prédio fica logo acima do Parque do Sóter, no bairro Mata do Jacinto (Foto: Arquivo)Prédio fica logo acima do Parque do Sóter, no bairro Mata do Jacinto (Foto: Arquivo)

Famílias que vivem no residencial Athenas, que ficou popularmente conhecido em Campo Grande como Carandiru, recorreram à OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul) após terem recebido ordem de despejo da Prefeitura.

Nesta quinta-feira (16), membros da Comissão de Direitos Humanos da Ordem visitaram os moradores, que estão lá em situação de precariedade e improviso, conforme a própria OAB relatou em nota.

O local foi invadido há mais de 12 anos, após a falência da construtora responsável pela obra. Porém, apenas parte foi do residencial foi invadido, já que outra parte já estava pronta e com moradores que compraram apartamentos.

Um muro foi construído para separar moradores da parte pronta dos que invadiram a parte inacabada, já no decorrer dos anos, ali se transformou ponto recorrente de ocorrências policiais. De um lado, há energia elétrica, água, entre outros serviços. Do outro, não.

Os moradores procuraram a OAB e pediram em abril uma visita da comissão ao residencial, já que eles buscam moradia. Eles relataram nos documentos as condições precárias em que viviam, constatadas durante a visita.

Uma das moradoras mais antigas, Izabel Gerônimo, afirmou à OAB que todos os que moram na parte abandonada do residencial estão cansados de fazer inscrições em programas de casas populares, mas não conseguirem uma.

Já Lidiane dos Santos, que é auxiliar de cozinha, afirmou à comissão da Ordem que não tem para onde ir com o esposo, que é pedreiro, e o filho. Além disso, ela reclama que como o valor do aluguel é muito alto, se ela tiver que pagar, não terá dinheiro para comer.

Diante da situação, a Comissão de Direitos Humanos da OAB vai encaminhar um ofício ao secretário municipal de Infraestrutura e Habitação, Semy Ferraz, pedindo uma reunião para buscar uma resolução sensata para o caso.



Tem que despejar mesmo, é isso que muitos ali merecem, a mata do jacinto era um bairro muito tranquilo até aquele povo morar ali, eu mesma limparam a minha casa levaram tudo o que tinham direito, objetos que foram conseguidos com muitos anos de esforço e trabalho digno, e a policia ainda teve a cara de pau de falar que todos os meus pertences estavam no "carandiru" mas que não poderiam fazer nada! Fico com dó dos moradores do prédio ao lado pois tem que conviver com esse povo diariamente.
 
Gisele Reis em 17/05/2013 07:29:54
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