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Campo Grande, Domingo, 21 de Janeiro de 2018

22/11/2012 08:23

Filha de dono de jornal diz que assassino apontou arma para ela

Segundo a jovem de 19 anos, ela se deparou com os autores quando eles voltaram para buscar o cartucho

Nadyenka Castro e Viviane Oliveira
Carvalho foi executado em frente de casa. Local foi isolado para perícia. (Foto: Nyelder Rodrigues)Carvalho foi executado em frente de casa. Local foi isolado para perícia. (Foto: Nyelder Rodrigues)

Filha do dono de jornal assassinado na noite dessa quarta-feira, em Campo Grande, Isabele Carvalho, 19 anos, conta que um dos assassinos do pai apontou arma para ela.

A jovem conta que estava dentro de casa, no bairro Giocondo Orsi, e ao ouvir tiros, saiu e se deparou com o pai, Eduardo Ribeiro de Carvalho, 52 anos, caído. Segundos depois, os assassinos, que estavam em uma motocicleta, voltaram à residência e, conforme Isabele, um deles apontou arma para ela. “Foi muito rápido”, diz.

Isabele conta que os dois homens na moto não acharam o que procuravam e foram embora. Para a Polícia, eles retornaram para buscar cartuchos, que foram apreendidos e serão periciados.

O dono do site de notícias Última Hora News havia acabado de chegar em casa com a esposa quando foi morto. Eles guardaram o veículo e Eduardo desceu para colocar na garagem a moto, que costumava ficar na calçada. Neste momento, dois homens em uma motocicleta se aproximaram e o garupa atirou.

O empresário e policial militar aposentado foi atingido por quatro a cinco tiros e morreu no local. A arma de Eduardo, uma pistola calibre 380, caiu e a esposa dele, que estava no portão cuidando para os cachorros não saírem, a pegou.

Os assassinos voltaram e a mulher apontou a arma para eles, mas, nenhum disparo foi feito. Eles fugiram pela rua Ana Lúcia. Até o momento nenhum suspeito foi preso.

De acordo com Isabele, a filha mais nova do casal, o pai era uma pessoa reservada e ela não sabia se ele era ameaçado de morte. Para ela, o crime foi uma “tragédia”. A mãe não quis falar com a imprensa.

Eduardo Carvalho já havia sofrido um atentado anterior, quando estava no carro com a filha. O jornal que ele comandava costumava publicar matérias polêmicas e criar desafetos.



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