Fios e galhos ainda bloqueiam calçadas após temporal em Campo Grande
Na Avenida Mato Grosso, pedestres precisam desviar de obstáculos deixados pela tempestade

Seis dias após o temporal que atingiu Campo Grande na quinta-feira (10), fios caídos e restos de árvores ainda ocupam calçadas e ciclovias. Na Avenida Mato Grosso, no sentido da Avenida Nelly Martins, cabos e galhos permaneciam sobre a passagem na manhã desta quarta-feira (16), obrigando pedestres a desviar dos obstáculos.
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Seis dias após o temporal que atingiu Campo Grande em 10 de abril, fios caídos e restos de árvores ainda obstruem calçadas e ciclovias da Avenida Mato Grosso. Uma equipe de 14 trabalhadores da Sisep atuava na limpeza nesta quarta-feira (16), priorizando trechos críticos. Os cabos ficaram sem remoção, pois a Energisa foi acionada. A Prefeitura e a concessionária não responderam aos questionamentos da reportagem.
A situação foi registrada próximo a uma farmácia, pouco antes da rotatória. Na manhã desta quarta-feira, uma equipe da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), com 14 trabalhadores, percorria a avenida retirando galhos e restos de troncos. O trabalho priorizava os trechos onde o material bloqueava calçadas e ciclovias ou dificultava a passagem.
Segundo o encarregado que coordenava a equipe, o grupo atuava primeiro nos locais mais críticos. “Já limpamos lá em cima, na Mato Grosso”, afirmou. Em seguida, os trabalhadores iriam para outro ponto na região da Rua Antônio Maria Coelho.
Em uma das calçadas, fios permaneciam entre os galhos. A equipe informou que faria a limpeza dos restos de árvores, mas não poderia mexer nos cabos. Segundo os trabalhadores, a Energisa já havia sido acionada para verificar a fiação.

O problema não começou com o temporal. Em agosto, o Campo Grande News mostrou cabos soltos ou sem uso em diferentes pontos da Capital, alguns deles ocupando o espaço destinado aos pedestres. Desde 2019, uma lei municipal determina a organização da fiação nos postes e a retirada de cabos inutilizados.
A Lei Complementar nº 348 prevê notificação das empresas responsáveis e multa em caso de descumprimento. Situações com risco de acidente devem ter prioridade e ser regularizadas em até 24 horas.
A reportagem questionou a Energisa sobre a fiação e a Prefeitura de Campo Grande sobre a fiscalização e a retirada dos cabos que obstruem calçadas e ciclovias.
Em resposta, a Energisa informou que as empresas de telefonia, internet e TV a cabo que utilizam os postes são responsáveis pela instalação e manutenção dos próprios cabos, enquanto à concessionária cabe disponibilizar a estrutura para uso compartilhado, conforme contrato.
A empresa também afirmou que, quando identifica irregularidades nas redes de empresas que estão regulares, faz a notificação para adequação. Em situações que oferecem risco à segurança, os cabos fora dos padrões podem ser removidos.
A Energisa ressaltou ainda que atua dentro dos limites previstos no contrato de concessão e que não possui atribuições regulatórias, que cabem a órgãos como a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).
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