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Capital

Golpista invade conta de empresária e usa R$ 460 mil para pagar boletos

Vítima relatou que o técnico vistoriou os computadores da empresa e não encontrou vírus ou arquivos suspeitos

Por Ana Paula Chuva | 09/06/2026 10:33
Golpista invade conta de empresária e usa R$ 460 mil para pagar boletos
Pessoa mexendo no celular (Foto: Ilustrativa | Arquivo | Campo Grande News)

Uma empresária do ramo de TI (Tecnologia da Informação) procurou a delegacia na noite desta segunda-feira (8) após descobrir que sua conta bancária havia sido completamente limpa por criminosos. O golpe de fraude eletrônica resultou no prejuízo de R$ 460.172,43.

RESUMO

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Duas mulheres foram vítimas de fraudes eletrônicas em Campo Grande nesta segunda-feira (8). Uma empresária de TI, de 64 anos, teve R$ 460.172,43 desviados de sua conta no Banco do Brasil para pagamento de boletos e impostos. Outra moradora perdeu R$ 15 mil após ser enganada por golpistas que se passaram por funcionários de uma operadora de internet, obtendo seus dados bancários pelo WhatsApp e por ligação telefônica. Ambos os casos seguem sob investigação da Polícia Civil.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima de 64 anos identificou diversas movimentações em sua conta corrente do Banco do Brasil durante a tarde de ontem. Nenhuma das transações foi feita ou autorizada por ela.

Os criminosos utilizaram o montante de quase meio milhão de reais para quitar diversos títulos de valores expressivos. Entre as operações identificadas na fraude estão pagamentos de boletos do Banco Bradesco Financiamentos,  do Banco Votorantim S/A e quitação de vários impostos do Governo do Rio Grande do Sul.

Assim que percebeu o sumiço do dinheiro, ela solicitou que um técnico de sua equipe fizesse uma varredura completa na máquina utilizada para os acessos bancários. Segundo o depoimento, o profissional não encontrou nenhum vírus, malware ou arquivo suspeito que justificasse a invasão ou o espelhamento do dispositivo.

A empresária solicitou ao banco o cancelamento imediato das transações e o bloqueio preventivo da conta para evitar novas movimentações. Na delegacia, ela manifestou o desejo de representar criminalmente contra os autores assim que forem identificados.

A Polícia Civil solicitou a abertura de uma investigação formal, que deve incluir a análise dos IPs (protocolo de internet) de acesso, o rastreamento dos dispositivos utilizados pelos golpistas e a quebra do sigilo bancário das contas que receberam os valores. O caso segue sob investigação.

Outro golpe

Ainda nesta segunda-feira, uma moradora do Conjunto Residencial Recanto dos Rouxinol perdeu R$ 15 mil após também ser vítima de uma fraude eletrônica. Desta vez, o golpe envolveu o falso cancelamento de um plano de internet. O caso foi registrado na 4ª Delegacia de Polícia da Capital.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima era cliente da operadora Nio Fibra, já havia cancelado o serviço e devolvido o modem pelos Correios. No entanto, ela recebeu uma mensagem via WhatsApp de um número com DDD 21, em que uma pessoa se passava pela empresa e cobrava uma parcela pendente no valor de R$ 112,80, enviando um boleto em PDF.

Ao questionar a cobrança, foi solicitado o CPF da cliente. O golpista alegou que não estava conseguindo localizar o cadastro no sistema e encerrou o atendimento, orientando-a a tentar mais tarde.

Horas depois, a vítima buscou um número de suporte no Google e ligou para um contato com DDD 11. Um homem, que se identificou como "Ricardo", atendeu a ligação e conversou com a moradora por mais de 20 minutos. Ele alegou que o sistema estava instável e que ela teria direito à devolução de três parcelas já pagas, no total de R$ 338,40. Para isso, o falso atendente solicitou a chave PIX, o CPF e a senha da conta bancária da vítima.

Durante o golpe, o homem enviou uma sequência de três códigos e orientou a mulher a copiá-los e colá-los em campos específicos. Ele também chegou a solicitar uma foto do rosto da vítima para reconhecimento facial, mas ela não conseguiu realizar o procedimento. Logo em seguida, a ligação foi encerrada.

Ao acessar o aplicativo do Banco do Brasil para verificar a situação, a moradora percebeu que o saldo de sua conta havia sumido. Orientada pela gerente do banco, ela foi até a agência localizada na Avenida Afonso Pena e constatou que havia sido realizada uma transferência PIX no valor de R$ 15.000,00 para uma conta jurídica em nome de Paulo André Ferreira das Neves, mantida na instituição Stone IP S.A.

A vítima informou à polícia que não autorizou a transação. O caso foi registrado como fraude eletrônica e segue sob investigação da Polícia Civil.

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