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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

03/12/2015 12:00

Guerra contra a dengue terá ajuda de 300 militares e hospital de campanha

Flávia Lima
Secretário de Saúde, Ivandro Fonseca participa de reunião na sede do CMO para fechar parceria. (Foto:Divulgação)Secretário de Saúde, Ivandro Fonseca participa de reunião na sede do CMO para fechar parceria. (Foto:Divulgação)

Após a confirmação da terceira morte na Capital em decorrência da dengue, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) fechou parceria como o CMO (Comando Militar do Oeste) na tentativa de coibir o avanço dos casos da doença, que já colocou a cidade em situação de epidemia.

Com 7.209 casos confirmados, a preocupação das autoridades de saúde é quanto a proliferação do Zika Vírus e chikungunya, doenças transmitidas pelo mesmo mosquito.

Durante reunião na manhã desta quinta-feira (3), ficou acertado, em um primeiro momento, o empréstimo pelo Exército de três barracas climatizadas, utilizadas em atividades militares, com capacidade para a montagem de 20 leitos cada.

As unidades serão colocadas em frente às UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) dos bairros Vila Almeida e Universitário, além da UBS do Coophavila. As tendas serão destinadas ao atendimento emergencial, como a hidratação dos pacientes através de soro, evitando a superlotação dos postos e hospitais.

Os profissionais que irão atuar nas unidades serão designados pela Sesau e o Exército deve contribuir, ainda, com o fornecimento de utensílios e material.

Além disso, os militares também irão contribuir com a logística das operações, auxiliando no transporte dos servidores e dos 3 mil agentes de saúde que já atuam no combate e prevenção da dengue nos bairros. Outra ajuda importante será quanto ao recolhimento de objetos que podem se transformar em abrigo para as larvas do mosquito, como os pneus.

Segundo o coronel Gerson Valle, sub-chefe do Centro de Operações Especiais do CMO, uma empresa de pneus já se prontificou a armazenas e dar o destino adequado ao produto recolhido em terrenos e nas ruas. Ele calcula que entre 200 a 300 homens devem participar dessa primeira fase de ações em parceria com a prefeitura. “O número deverá ser maior porque alguns militares ainda devem passar por capacitação para atuar junto aos agentes”, diz.

Outra preocupação do secretário municipal de Saúde, Ivandro Fonseca, está relacionada aos imóveis abandonados. Segundo ele, a cidade tem pelo menos dois mil domicílios nesta situação, o que dificulta a entrada dos agentes. Para resolver o problema, ele pediu apoio a Decat (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista) e já ingressou no Tribunal de Justiça com um pedido de alvará para entrar nos imóveis.

O delegado Wilton Vilas Boas explicou que todas as notificações encaminhadas pela prefeitura serão checadas e o proprietário do imóvel pode, inclusive, ser preso em flagrante por crime ambiental. A pena varia de um a cinco anos. "Caso o dono não resida na cidade, vamos até o cartório levantar os dados e ele pode responder o processo via carta precatória, de onde estiver", afirma.

A chefe de Divisão de Fiscalização de Áreas Verdes e Posturas Ambientais, Maria Luiza Rolim destacou que os trabalhos da Semadur serão em conjunto com os agentes de saúde e de endemias. “A principio vamos atuar nas casas abandonadas e nos terrenos com mato e lixo. Terreno com mato e lixo pode gerar multa que varia de R$ 1.780,00 à R$ 7 mil”, alertou.

O secretário Ivandro Fonseca considera a questão dos imóveis abandonados a mais preocupante, já que, segundo ele, existem domicílios notificados há mais de três anos, porém, nenhuma penalidade foi aplicada.

Mesmo propagando a iminência da epidemia há pelo menos três meses, Ivandro responsabiliza as gestões anteriores a do prefeito Alcides Bernal (PP) pela cenário atual de avanço da doença e diz que as ações não foram deflagradas tardiamente pela gestão atual.

"Tem casa que recebeu a última visita do agente em março de 2014. Além disso não foram feitas ações preventivas, sem contar as paralisações da Solurb esse ano, o que gerou um acúmulo de lixo espalhado pela cidade que contribuíram com a proliferação do mosquito", critica.  

O secretário enfatizou que o prefeito destinou R$ 4 milhões para as ações de combate a epidemia, que serão utilizados no pagamento de plantões de funcionários e compra de material. 

Conscientização - O Chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Centro de Controle de Zoonoses, Alcides Ferreira, diz que, apesar da estratégia de guerra para combater o Aedes Aegipty, o apoio da população é fundamental para o sucesso das ações, especialmente nos bairros com maior infestação, conforme o último Lira.

O documento aponta os bairros Jardim Noroeste, Veraneio, Guanandi e Jardim Paulista como os mais preocupantes. A O fato de estarem localizados em regiões distintas, retrata que o avanço da epidemia preocupa todas as regiões. E os índices de notificação demonstram a gravidade do cenário.

Em novembro a Capital teve 881 casos notificados contra 303 em outubro, o que representa um aumento de 190% em apenas um mês. Alcides também destaca os 22 casos do Zika Vírus, que estão sob investigação, incluindo os de Anhanduí.

Ele explica que a força-tarefa consiste em passar pelos bairros pela manhã para fazer a limpeza dos terrenos e o trabalho preventivo nas residências e no final do dia, o caminhão do fumacê passa borrifando as ruas.

Alcides acredita que a presença dos militares vai impor respeito e facilitar a entrada dos agentes, mesmo nas casas onde há moradores. "A população também precisa se conscientizar e colaborar com os agentes, permitindo sua entrada, além de manter seu terreno limpo", ressalta.   

 

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