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Capital

Homem pula de porta-malas para fugir de “Tribunal do Crime"

A vítima foi socorrida, passou a noite internada e assim que recebeu alta foi a delegacia denunciar o crime

Por Geisy Garnes | 18/10/2020 11:39
Caso foi registrado na Depac Centro e será investigado (Foto: Paulo Francis)
Caso foi registrado na Depac Centro e será investigado (Foto: Paulo Francis)

Alvo de julgamento pelo Tribunal do Crime do PCC (Primeiro Comando da Capital), um homem de 37 anos foi sequestrado e conseguiu escapar depois de chutar o porta-malas e pular de um carro em movimento, na noite deste sábado (17), em Campo Grande. A vítima foi socorrida, passou a noite internada e assim que recebeu alta foi a delegacia denunciar o crime.

Para a polícia, o homem – que já foi preso por furtos a comércios na Capital – contou que foi abordado por cinco pessoas enquanto estava na Rua Geórgia, região do Parque Residencial Azaleia. Os criminosos, segundo ele, se dividiam em três carros: um Monza, um Celta e um Corsa.

Os suspeitos o cercaram, o encapuzaram e o colocaram no porta-malas do Chevrolet Monza. Sob mira de uma arma, foi avisado que seria levado para julgamento pelo Tribunal do Crime do PCC. Antes de ser colocado no veículo, foi agredido com socos, chutes e coronhadas. Ele afirmou ainda que os bandidos atiraram pelo menos seis vezes, duas próximas ao ouvido dele e as outras para o alto.

Durante o trajeto, ouviu que seria levado para o Jardim Noroeste e lá executado, mas antes de chegar ao destino, conseguiu abrir a porta do porta-malas com chutes e pulou do carro em movimento. A ação chamou atenção de vários motoristas, que pararam para socorrer a vítima. Com isso, os sequestradores fugiram.

Equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi chamada e levou o homem até a Santa Casa de Campo Grande. Em depoimento, a vítima contou que usa tornozeleira eletrônica e o carregador dela, o celular e todos os documentos ficaram dentro do carro dos sequestradores.

Ele relatou também que no trajeto conseguiu entender a conversar entre os suspeitos e ouviu que o mandante do crime era conhecido como “Peréu do PCC, interno do sistema prisional do Estado. Um dos envolvidos no sequestro também foi identificado pelo apelido: “Tininho”. Agora o caso é investigado como sequestro e cárcere privado e lesão corporal.

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