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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

16/06/2012 11:28

Infraero só vai se pronunciar sobre morte de bebê na segunda-feira

Nyelder Rodrigues

Funcionários e passageiros relatam falta de estrutura e de pronto-atendimento médico no aeroporto da Capital

Após a morte de um bebê de 10 meses no Aeroporto Internacional de Campo Grande, vítima de parada cardíaca na madrugada desse sábado (16), a Infraero foi procurada pelo Campo Grande News para comentar o caso e a estrutura de atendimento do local, mas por conta do expediente administrativo, uma posição oficial será dada apenas na segunda-feira (18).

O caso aconteceu por volta das 2h, quando a mãe do bebê percebeu que ele estava desacordado. Imediatamente o Corpo de Bombeiros foi acionado, mas ao chegar no local, o bebê já se encontrava morto. Uma viatura do Samu também foi ao local, e o médico da equipe constatou o óbito.

A família, que é de Terenos, cidade localizada a 25 quilômetros de Campo Grande, iria embarcar para São Paulo. Informações de testemunhas dão conta que a criança tinha câncer no fígado.

Conforme um funcionário do aeroporto, que não quis se identificar, não há profissionais especializados no local para realizar o pronto-atendimento médico, sendo procedimento padrão acionar Corpo de Bombeiros e Samu, e aguardar o atendimento no saguão.

Outros dois funcionários de empresas que funcionam no aeroporto, e também preferiram não ser identificados, relatam ser rotina no local que passageiros e até funcionário tenham maus súbitos, sempre tendo que aguardar o atendimento do Bombeiros ou Samu.

Segundo o taxista José Jorge Félix, de 58 anos, e que trabalha no local, quase todos os dias as equipes do Samu e Corpo de Bombeiros tem que ir ao aeroporto para atender pessoas com mau súbito.

Ele conta que nunca precisou levar alguém para atendimento médico, pois sempre a Infraero aciona o Bombeiros ou Samu, e as pessoas têm de aguardar até a chegada do socorro no local.

Para José, um espaço para pronto-atendimento é necessário e seria muito útil, já que além de emergências, poderia realizar atendimentos preventivos com vacinação contra gripe, febre amarela, entre outras doenças. “Estamos em uma área de risco. Isso seria muito bom”, afirma.

Já a usuária do Aeroporto Internacional de Campo Grande, Ana Carolina Marinho, de 36 anos, reclama da falta de estrutura do local. Ela é de Corumbá e sempre viaja de avião. Junto com ela no saguão do aeroporto, estavam os filhos de cinco meses João e Gabriel.

“Um espaço para atendimento médico é necessário em qualquer lugar com grande fluxo de pessoas, como acontece aqui. Aliás, tá na hora de reformar o local, que sempre fica lotado”, opina Ana Carolina, que diz nunca ter precisado de atendimento.

Fluxo de passageiros - Conforme estatísticas da Infraero, de janeiro à maio de 2012, cerca de 4 mil pessoas passaram pelo Aeroporto Internacional de Campo Grande, em um total de 608.859 passageiros. Desses, 587.452 são de vôos domésticos e 21.407 de vôos internacionais.

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mais uma vez eu pergunto , onde estao os brigadas que ficam dentro do aeroporto ? eles sao bombeiros , os vigilantes os policiais supervisores , todos tem treinamento para primeiros socorros , der repente poderiam ter ajudado , se esta criança realmente estava em busca de tratamento de um câncer no figado , as vezes Deus poupou seu sofrimento , e que ele conforte tambem o coraçao desta familia
 
tim nunes em 16/06/2012 08:41:08
o fato da criança ser portadora de uma doença grave que com certeza culminou nesta situação não justifica um AEROPORTO INTERNACIONAL, não possuir uma infraestrutura médica para seus usúarios, ja faz muito tempo que isto é cobrado da infraero que de forma negligente fechou os olhos ao problema. O MINISTÉRIO PÚBLICO DEVERIA intervir pesado nesta situação pois para mim isso é negligencia omissão.
 
marcel dos santos nobre em 16/06/2012 07:01:40
Que Deus conforte esses pais, nesse momento de perda e grande dor.
Quanto ao anjinho, que dencanse em paz.
 
neyde de oliveira em 16/06/2012 02:50:50
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