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Capital

Itamaraty acompanha investigação sobre morte de campo-grandense em Portugal

Por Ana Paula Carvalho | 03/02/2012 18:09
Hemerson foi espancado na manhã do último domingo (Foto: Facebook)
Hemerson foi espancado na manhã do último domingo (Foto: Facebook)

O Itamaraty, através do consulado brasileiro em Lisboa, está acompanhando as investigações sobre o assassinato de Hemerson Pereira FortKamp, de 30 anos, espancado na manhã do último domingo ao sair de boate, em Portugal.

De acordo com o órgão, o consulado dará toda a assistência jurídica à família e um assessor jurídico acompanhará o andamento do inquérito. Ainda segundo o Itamaraty, o consulado tem limitações e não pode atuar como poder judiciário.

Velório - O corpo de Hemerson começou a ser velado às 14h (horário de Campo Grande) em Lisboa. De acordo com a família, às 09h30 haverá uma missa e às 10h o corpo será cremada.

Antônia Moreira Pereira, de 45 anos, chegou a pedir ajuda para trazer o corpo do filho para Campo Grande, já que não tem condições financeiras de bancar os custos do traslado que passa de R$ 11 mil.

Como não conseguiu ajuda, ela optou por cremar o corpo do filho e trazer apenas as cinzas para junto dos parentes.

Em aproximadamente quatro meses Antônia e a filha mais nova, de 10 anos, devem voltar para o Brasil. Isso só não acontecerá antes para a menina não correr o risco de perder o ano.

O caso - De acordo com Antônia, a discussão na fila da casa noturna começou por causa da música do Michel Teló “Ai se eu te pego”. “Meu filho adorava essa música. Ele ouvia o dia todo e parece que ele cantou essa música para uma mulher. ‘O que você está falando aí ô brasileiro?’ foi o que um homem que estava com ela perguntou ao meu filho”, relata.

Ainda segundo ela, o primo de Hemerson, André Pereira Fresneda, de 26 anos, estava com ele na boate e disse ao homem que lá “não havia brasileiro nem português, que todos eram iguais” e o homem disse que eles veriam isso fora de lá. Foi o que aconteceu. Quando os dois saíram, três homens e duas mulheres esperavam do lado de fora.

Os dois chegaram a correr, mas Hemerson caiu. Ele foi brutalmente atacado. Um das mulheres bateu na cabeça dele com uma garrafa de vidro e a outra com uma pedra que estava em uma meia calça. Mesmo após estar desacordado, ele continuou sendo agredido. “Meu filho estava com o rosto todo preto de tanta pancada que levou”, relata.

André, também ficou bastante machucado, mas conseguiu correr e, com a ajuda de outro brasileiro que passava pelo local, conseguiu entrar em um táxi.

A agressão começou às 07h22, segundo a Polícia, mas entre o espancamento e a entrada de Hemerson no Hospital se passaram 55 minutos. Às 12h, Antônia conseguiu conversar com a médica. Ela avisou a mãe que o estado de saúde dele era muito grave. O rapaz havia sofrido parada cardíaca, a equipe tentou reanimá-lo, e não havia mais nada que pudesse ser feito.

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