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Campo Grande, Quarta-feira, 26 de Setembro de 2018

07/02/2018 11:40

Juiz dá 5 dias à defesa de estuprador para se manifestar em processo

Preso por tentativa de estupro, Douglas Igor, de 38 anos, estava no regime semiaberto por estupros cometidos em 2007

Marta Ferreira
Douglas prestou depoimento nesta quinta-feira na Douglas prestou depoimento nesta quinta-feira na

O juiz Mário José Esbalqueiro, da 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande, deu hoje prazo de 5 dias para a defesa de Douglas Igor da Silva, de 38 anos, manifestar-se em relação ao pedido da promotora Paula Volpe para que o preso volte a cumprir pena em regime fechado por cinco estupros, ocorridos entre julho e agosto de 2007. Douglas estava no regime semiaberto, no presídio da Gameleira, desde agosto do ano passado e voltou a ser preso, no dia 1 de fevereiro, depois de atacar uma adolescente de 15 anos.

A lei determina a regressão de regime em casos assim, mas é preciso que o juiz se manifeste. Para evitar o risco de Douglas voltar ao semiaberto, e até fugir, já que tinha autorização judicial para trabalhar e visitar a família um domingo sim outro não, a prisão preventiva dele foi decretada no dia 2 de fevereiro pelo novo ataque, enquadrado como tentativa de estupro.

O juiz responsável, Ricardo Façanha, que estava de plantão no sábado, observou no despacho que Douglas é uma ameaça à sociedade por apresentar como “pessoa perigosa e predisposta ao crime”. Anotou, ainda, que, solto, Douglas poderia voltar a atacar "dignidade sexual" de outras vítimas, alerta que havia sido feito em laudos psiquiátricos sobre o preso.

Diante da prisão, a promotora pediu a regressão de regime e o juiz que fiscaliza o cumprimento de pena no presídio da Gameleira, Mario Esbalqueiro, determinou que a defesa do preso manifeste-se em 5 dias. Além disso, será marcada uma audiência com Douglas Igor.

Só depois disso a regressão de regime poderá ser efetivada. Aí, o cumprimento de pena voltará a ser monitorado pelo juiz da 1ª Vara de Execução Penal, que fiscaliza o cumprimento de pena no regime fechado.

Desde que ele voltou a ser preso, a reportagem do Campo Grande News tenta falar com o advogado que representa Douglas, Benedicto Arthur de Figueiredo. Hoje, pelo telefone, ele informou que estava em uma reunião e que retornaria a ligação, o que não ocorreu até o fechamento do texto. Também foi tentado contato com a família, mas as ligações não foram atendidas.

Douglas Igor prestou depoimento ontem na DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente) e, segundo a delegada Marília de Brito, confessou que pretendia estuprar a adolescente atacada. Ele estava no carro da mãe, abordou a menina em uma rua do Jardim Noroeste, colocou-a à força no carro, mas ela conseguiu se desvencilhar e pular do carro. Horas antes, tinha tentado fazer a mesma coisa com uma outra jovem, no Jardim Montevidéu, mas foi impedido por pessoas que presenciaram o ataque.

O detento está preso no IPCG (Instituto Penal de Campo Grande), onde cumpria pena pelos estupros até o ano passado, quando foi autorizado pelo juiz Caio Márcio Brito a ir para o regime mais brando. Ele também foi condenado por roubo e por atentado violento ao puder.



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