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Capital

Juíza mantém prisão de PM, sargento e mais 2 por armazenar pornografia infantil

Os quatro passaram por audiência de custódia nesta sexa-feira em Campo Grande

Por Marta Ferreira | 30/10/2020 14:03
Policiais avaliam material apreendido com suspeitos de armazenar material pornográfico infanto-juvenil. (Foto: Divulgação)
Policiais avaliam material apreendido com suspeitos de armazenar material pornográfico infanto-juvenil. (Foto: Divulgação)

Vão ficar presos de forma preventiva os quatro alvos da terceira fase da Operação “Deep Caught”, desenvolvida ontem pela DPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) contra crimes de exploração sexual por meio da internet. Entre os presos, está um cabo da Polícia Militar licenciado, de 35 anos, que atua como advogado de forma irregular, e um sargento do Exército, de 37 anos.

Os outros dois homens flagrados com material pornográfico infanto-juvenil armazenados são um empresário, de 37 anos, e um auxiliar contábil, de 34 anos. Todos passaram por audiência de custódia nesta manhã, sob o comando do juíza Eliane de Lima Freitas Vicente, que converteu os flagrantes em prisão preventiva, ou seja, sem prazo para terminar.

Segundo a reportagem apurou, o policial licenciado e o sargento foram entregues a representantes de suas Corporações, para ficar sob custódia. O militar está na 14ª Companhia de Polícia do Exército, na Rua Joaquim Murtinho.

O cabo, conforme levantado, deve ir para o presídio militar, no complexo penitenciário da saída para Três Lagoas.

Quanto aos outros dois presos, ainda não há informações sobre  para qual unidade prisional serão levados.

Eles vão responder presos ao inquérito por exploração sexual, caso não conseguiram revogar a prisão.

Posicionamento – O comando da Polícia Militar havia informado ontem que o cabo preso está em licença para tratar de assunto particular. A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) informou que iria investigar as circunstâncias em que foi emitida a carteira de advogado dele, porque policiais só podem atuar na profissão quando são da reserva.

O Exército Brasileiro ressalta que não admite atos dessa natureza, repudiando veementemente atitudes e comportamentos em conflito com a lei, que ferem os princípios e valores cultuados pela Força Terrestre, informou o CMO (Comando Militare do Oeste), sobre a prisão do integrante da Forças Armadas.

Todos os presos já prestaram depoimento no inquérito. Com eles, foram pegos mais de 200 giga de material pornográfico de crianças e adolescentes, espaço suficiente para mais de 77 mil fotos.

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