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Capital

Laudo de perícia em camionete de Hugleice deve atrasar conclusão de inquérito

Por Paula Vitorino | 27/07/2011 13:00

Resultado de veículo azul deveria sair hoje, mas só deve ser entregue na sexta. Já outro veículo tem mais 10 dias para ter laudo

Previsto para sair nesta quarta-feira (27), o laudo da perícia feita na camionete azul de Hugleice da Silva só deve ficar pronto na sexta-feira (29), de acordo com o coordenador geral de perícias, Alberto Dias Terra.

Já o laudo do veículo verde, que deve ser entregue para perícia nesta tarde, só deve ficar pronto nos próximos 10 dias. Com isso, o encerramento do inquérito previsto para esta semana só deve ser conclúido nas próximas duas semanas.

O veículo azul já foi liberado pelo Instituto de Perícias e o delegado Fabiano Nagata esperava ter o resultado em mãos até o fim desta tarde. No entanto, Alberto garante que o laudo não tem possibilidade de sair hoje.

Ele também não quis comentar sobre as possíveis provas encontradas no veículo, alegando que não irá se manifestar enquanto o procedimento estiver em aberto.

“Temos o prazo de 10 dias para concluir e ainda está dentro deste prazo”, esclarece. A camionete foi entregue para perícia na última quarta-feira (20).

A perícia na outra camionete utilizada por Hugleice no trabalho foi pedida pelo delegado mesmo antes do exame no primeiro veículo ter sido feito. A camionete L200, de cor verde, está sendo trazido para Campo Grande e ainda hoje deve ser entregue no IC.

Segundo Nagata, a perícia no segundo veículo foi pedida após Hugleice se contradizer em depoimento. Ele confessou ter levado a cunhada, Marielly Rodrigues Barbosa, para fazer um aborto em Sidrolândia, que resultou na morte da menina.

De acordo com seu testemunho, o corpo da jovem foi transportado dentro de um “baú” no porta-malas da camionete até o canavial, onde o corpo foi abandonado. Mas inicialmente ele disse que estaria no veículo de cor azul e em outro depoimento disse ter usado a camionete verde.

“Por precaução vamos periciar as duas”, frisa o delgado.

A perícia, segundo Nagata, tem o objetivo de encontrar vestígios de sangue nos veículos, principalmente no porta-malas.

Mesmo que a quantidade de sangue encontrada não for suficiente para algum exame de identificação, como já é previsto, o delegado ressalta que o fato de ter sangue no veículo já comprova a versão do acusado.

“Ele diz que levou a cunhada no porta-malas, então se tiver sangue no local é uma prova de que a sua versão está correta”, afirma.

Desvendado - Para o delegado, a morte e o desaparecimento de Marielly já quase totalmente esclarecida. Ele afirma que pretende encerrar o inquérito ainda esta semana, mas aguarda os resultados das perícias nas camionetes e outras provas, que segundo ele, servirão para fechar a história.

Nagata não esclarece quais provas seriam essas, mas admite que pediu a quebra do sigilo telefônico de outras pessoas, envolvidas indiretamente no caso, e aguarda outras provas materiais e testemunhais. Ele ainda garante que não irá pedir a prisão de outras pessoas.

“O Hugleice já confessou que levou a cunhada para o aborto e depois escondeu o corpo. Temos testemunhas que comprovam a participação de Jodimar e a versão de Hugleice. Tudo que temos bate com a versão contada, os horários”, explica.

Mas o delegado admite que um ponto deve ficar resposta neste caso: a paternidade do filho de Marielly. O cunhado admitiu ter tido relacionamento sexual com a jovem no fim do ano passado, mas diz não ter certeza se era o pai da criança, já que a jovem também manteve relacionamento com outras duas pessoas na mesma época.

“Para provar a paternidade só se alguém chegar aqui e admitir. Não temos como provar e isso também não é o que mais interessa. O que importa é o fato, o crime, e isso já desvendamos. Agora quem era o pai é um elemento a mais, que poderia servir para elucidar por completo as circunstâncias da morte”, frisa.

Versões - Sobre as diversas contradições que Hugleice e família de Marielly contaram durante as investigações, o delegado afirma que “a mudança de depoimento é normal durante o processo” e que não comprometem a versão final, já que estão de acordo com a linha de investigação.

“No início é normal a pessoa negar tudo. É claro que ele não iria se acusar. Mas depois que começou a revelar a história, o Hugleice só foi completando os fatos até chegar na confissão final”, esclarece.

Ele diz que tanto Hugleice e Jodimar demonstram serem pessoas frias. O cunhado sustentou a versão de inocente até depois de ser preso, inclusive chegou a ajudar nas investigações, já Jodimar ainda mantém o depoimento e garante ser inocente.

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