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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

27/07/2011 13:00

Laudo de perícia em camionete de Hugleice deve atrasar conclusão de inquérito

Paula Vitorino

Resultado de veículo azul deveria sair hoje, mas só deve ser entregue na sexta. Já outro veículo tem mais 10 dias para ter laudo

Previsto para sair nesta quarta-feira (27), o laudo da perícia feita na camionete azul de Hugleice da Silva só deve ficar pronto na sexta-feira (29), de acordo com o coordenador geral de perícias, Alberto Dias Terra.

Já o laudo do veículo verde, que deve ser entregue para perícia nesta tarde, só deve ficar pronto nos próximos 10 dias. Com isso, o encerramento do inquérito previsto para esta semana só deve ser conclúido nas próximas duas semanas.

O veículo azul já foi liberado pelo Instituto de Perícias e o delegado Fabiano Nagata esperava ter o resultado em mãos até o fim desta tarde. No entanto, Alberto garante que o laudo não tem possibilidade de sair hoje.

Ele também não quis comentar sobre as possíveis provas encontradas no veículo, alegando que não irá se manifestar enquanto o procedimento estiver em aberto.

“Temos o prazo de 10 dias para concluir e ainda está dentro deste prazo”, esclarece. A camionete foi entregue para perícia na última quarta-feira (20).

A perícia na outra camionete utilizada por Hugleice no trabalho foi pedida pelo delegado mesmo antes do exame no primeiro veículo ter sido feito. A camionete L200, de cor verde, está sendo trazido para Campo Grande e ainda hoje deve ser entregue no IC.

Segundo Nagata, a perícia no segundo veículo foi pedida após Hugleice se contradizer em depoimento. Ele confessou ter levado a cunhada, Marielly Rodrigues Barbosa, para fazer um aborto em Sidrolândia, que resultou na morte da menina.

De acordo com seu testemunho, o corpo da jovem foi transportado dentro de um “baú” no porta-malas da camionete até o canavial, onde o corpo foi abandonado. Mas inicialmente ele disse que estaria no veículo de cor azul e em outro depoimento disse ter usado a camionete verde.

“Por precaução vamos periciar as duas”, frisa o delgado.

A perícia, segundo Nagata, tem o objetivo de encontrar vestígios de sangue nos veículos, principalmente no porta-malas.

Mesmo que a quantidade de sangue encontrada não for suficiente para algum exame de identificação, como já é previsto, o delegado ressalta que o fato de ter sangue no veículo já comprova a versão do acusado.

“Ele diz que levou a cunhada no porta-malas, então se tiver sangue no local é uma prova de que a sua versão está correta”, afirma.

Desvendado - Para o delegado, a morte e o desaparecimento de Marielly já quase totalmente esclarecida. Ele afirma que pretende encerrar o inquérito ainda esta semana, mas aguarda os resultados das perícias nas camionetes e outras provas, que segundo ele, servirão para fechar a história.

Nagata não esclarece quais provas seriam essas, mas admite que pediu a quebra do sigilo telefônico de outras pessoas, envolvidas indiretamente no caso, e aguarda outras provas materiais e testemunhais. Ele ainda garante que não irá pedir a prisão de outras pessoas.

“O Hugleice já confessou que levou a cunhada para o aborto e depois escondeu o corpo. Temos testemunhas que comprovam a participação de Jodimar e a versão de Hugleice. Tudo que temos bate com a versão contada, os horários”, explica.

Mas o delegado admite que um ponto deve ficar resposta neste caso: a paternidade do filho de Marielly. O cunhado admitiu ter tido relacionamento sexual com a jovem no fim do ano passado, mas diz não ter certeza se era o pai da criança, já que a jovem também manteve relacionamento com outras duas pessoas na mesma época.

“Para provar a paternidade só se alguém chegar aqui e admitir. Não temos como provar e isso também não é o que mais interessa. O que importa é o fato, o crime, e isso já desvendamos. Agora quem era o pai é um elemento a mais, que poderia servir para elucidar por completo as circunstâncias da morte”, frisa.

Versões - Sobre as diversas contradições que Hugleice e família de Marielly contaram durante as investigações, o delegado afirma que “a mudança de depoimento é normal durante o processo” e que não comprometem a versão final, já que estão de acordo com a linha de investigação.

“No início é normal a pessoa negar tudo. É claro que ele não iria se acusar. Mas depois que começou a revelar a história, o Hugleice só foi completando os fatos até chegar na confissão final”, esclarece.

Ele diz que tanto Hugleice e Jodimar demonstram serem pessoas frias. O cunhado sustentou a versão de inocente até depois de ser preso, inclusive chegou a ajudar nas investigações, já Jodimar ainda mantém o depoimento e garante ser inocente.



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