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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

19/03/2011 08:16

Lixo próximo a duas creches incomoda moradores do Aero Rancho

Paula Maciulevicius

300 crianças convivem com a sujeira dos matagais

 Lixo próximo a duas creches incomoda moradores do Aero Rancho

No bairro Aero Rancho, um dos mais populosos de Campo Grande, dois terrenos baldios têm trazido preocupação e mau cheiro aos moradores. Na Rua Charlote, duas esquinas estão tomadas pelo mato, bem próximo a duas creches, onde cerca de 300 crianças são atendidas.

De um lado, o auxiliar de serviços gerais José Alves toma para si a tarefa de fazer a limpeza e sem ganhar nada por isso. Segundo ele, a altura em que o mato chegou serve de esconderijo para usuários de droga.

“O pessoal não é fácil, fuma droga, e tem criança por aqui, fica perigoso”, comenta.

Logo em frente, o problema é ainda maior. Mato alto, roupas e sapatos, restos de armários e construção, aparelhos eletrônicos e três sofás. Para andar por ali, só prestando muita atenção. A lista de itens descartados vai longe e o mau cheiro também.

A vizinhança afirma que são os próprios moradores dali e de bairros vizinhos que jogam o lixo. Na Associação do Aero Rancho, professores e as 200 crianças atendidas têm muito do que reclamar.

Para a professora Maria Dolores, o problema não é de agora. “Desde que o Aero Rancho é Aero Rancho já tem sujeira. Tem gente que vem de longe. É carro, carroça, tudo para jogar aqui, perto da gente”, fala.

A equipe do Campo Grande News flagrou um carroceiro levando entulho para o matagal, a irresponsabilidade parece ter virado parte do trabalho.

Pais de uma criança que frequenta a creche ao lado do terreno, Leidiane Delmondes e Devanir de Souza, lembram que a população precisa ter consciência. “As pessoas tem que ser mais responsáveis, faz mal para as crianças e para os moradores em geral. Tem rato, insetos, fica complicado”, destaca Devanir.

“Ali no matagal tem vários copinhos, se chove, enche de água, e fica ali. Eu já tive dengue, meu patrão já teve”, revela preocupado o vendedor autônomo Cícero Almeida.

De acordo com recreadores da creche, a situação fica ainda pior quando colocam fogo. “Esses dias mesmo atearam fogo 11 horas da manhã. Saímos fechando janela, porta, tudo”, ressalta Nancy Gonçalves.

Visão geral do terreno ao lado da creche.Visão geral do terreno ao lado da creche.
José Alves toma para si a tarefa de fazer a limpeza e sem ganhar nada por isso.José Alves toma para si a tarefa de fazer a limpeza e sem ganhar nada por isso.


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