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12/09/2015 11:25

Marcha pela vida: fiéis apoiam perdão para mulheres que fizeram aborto

Mariana Rodrigues
Durante a marcha, um policial militar acabou se desequilibrando e caindo da moto. (Foto: Marcos Ermínio)Durante a marcha, um policial militar acabou se desequilibrando e caindo da moto. (Foto: Marcos Ermínio)

Centenas de pessoas se reuniram na manhã de hoje (12) na marcha a favor da vida e contra o aborto. A concentração teve inicio em frente a Igreja Perpétuo Socorro. O objetivo do movimento, que existe em todo o país, é chamar
atenção da sociedade e do poder público sobre o aborto provocado, defendendo o Estatuto do Nascituro e a não legalização do aborto no Brasil.

Sob o tema “Como legalizar a morte se queremos a vida”, os fiéis marcharam da avenida Afonso Pena, percorreram as ruas 14 de Julho, 13 de Maio e retornaram para a Avenida Afonso Pena, onde cantaram o hino nacional e se dispersaram. Um policial que controlava o trânsito acabou se desequilibrando da moto e caindo durante a passeata, mas logo se recuperou e voltou a fazer a segurança dos fiéis.

No catolicismo o aborto é considerado um pecado de grave, sendo punido com a excomunhão imediata da igreja. Mas no começo do mês de setembro, o papa Francisco permitiu que todos os sacerdotes do mundo perdoem mulheres que praticarem o aborto.

Os fiéis apoiam o perdão a essas mulheres. Iraci Campos, 68 anos, sempre foi católica e acredita que esta é uma forma do papa alentar essas mulheres. “É uma decisão que ele tomou e o perdão representa que elas não vão mais fazer esse tipo de coisa”, contou.

Padre há 24 anos, Carlos Henrique Botura, que toma conta da paróquia São Pedro Apóstolo, conta que há um mal entendido com relação a divulgação do perdão. “O perdão sempre existiu, o papa só está propagando o Ano da Misericórdia, onde haverá uma vivência mais profunda do perdão para aquelas mulheres que estão arrependidas, está sendo proclamado em alta voz a misericórdia de Deus”, conta.

Iraci Campos, 68 anos, sempre foi católica e acredita que esta é uma forma do papa alentar essas mulheres. (Foto: Marcos Ermínio)Iraci Campos, 68 anos, sempre foi católica e acredita que esta é uma forma do papa alentar essas mulheres. (Foto: Marcos Ermínio)
Maria Regina, 60 anos, é espírita há 30 anos e participou da marcha a favor da vida. (Foto: Marcos Ermínio)Maria Regina, 60 anos, é espírita há 30 anos e participou da marcha a favor da vida. (Foto: Marcos Ermínio)
Padre há 24 anos, Carlos Henrique Botura, toma conta da paróquia São Pedro Apóstolo. (Foto: Marcos Ermínio )Padre há 24 anos, Carlos Henrique Botura, toma conta da paróquia São Pedro Apóstolo. (Foto: Marcos Ermínio )

Para a católica Larissa Gonçalves, 28 anos, o que tem que ser visto é a situação de cada mulher que pratica o aborto. “Algumas abortam pela situação que vivem, umas tem muitos filhos e não conseguem operar, outras não tem condições de ter a criança e para elas o aborto é a única opção”, diz.

Maria Regina, 60 anos, é espírita há 30 anos e participou da marcha a favor da vida, para ela o que já foi feito não tem como mudar, todos merecem o perdão. “Se a mulher se arrepender, perceber que o crime que foi feito, tem direito ao perdão, todos têm direito ao perdão a partir do momento em que elas se conscientizam do erro”, conta.

Odair Costa é padre há 20 anos e para ele todos merecem o perdão, conforme informou à reportagem, as mulheres que cometeram o aborto não tinham noção do que estavam fazendo. “Lá na frente se esclareceu para elas a razão que as levou a cometer o aborto. O ato de abortar não se justifica, mas também não se condena”.

Ele garante ainda que para que essas mulheres recebam o perdão, elas precisam se arrepender do que fizeram. “Essas mulheres já sofrem demais após a pratica do aborto. O que eles precisam é de misericórdia, precisam ser acolhidas, é isso que o papa pede”, afirma.

Além dos grupos religiosos, como católicos, evangélicos e espíritas, fizeram parte da marcha o moto clube Jacaré e Rotary Clube. O evento é organizado pelo Comitê Sul-Mato-Grossense de Cidadania Brasil sem Aborto e tem o apoio de diversos grupos sociais, e não religiosos, sem qualquer vinculação política.

Centenas de pessoas se reuniram na marcha, entre religiosos e não religiosos. (Foto: Marcos Ermínio)Centenas de pessoas se reuniram na marcha, entre religiosos e não religiosos. (Foto: Marcos Ermínio)


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