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Capital

Médico preso por embriaguez paga fiança e terá de fazer curso

Como medida cautelar, a justiça determinou reciclagem para condutores flagrados sob efeito de álcool

Por Gabi Cenciarelli | 08/06/2026 13:15
Médico preso por embriaguez paga fiança e terá de fazer curso
Fachada do Forum, onde os casos são julgados (Foto: Paulo Francis)

Preso em flagrante por embriaguez após se envolver em um acidente que deixou duas mulheres feridas no Jardim Tijuca, em Campo Grande, o médico Orlando Toshihiro Yamauchi, de 61 anos, passou menos de um dia preso. Detido na noite de domingo (7), ele foi colocado em liberdade provisória na manhã desta segunda-feira (8), após passar por audiência de custódia.

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Médico preso em flagrante por embriaguez após acidente com duas mulheres feridas em Campo Grande foi solto em liberdade provisória após audiência de custódia. Orlando Toshihiro Yamauchi, de 61 anos, ficou detido menos de um dia. A Justiça determinou que ele frequente curso de reciclagem do Detran/MS e mantenha endereço atualizado. Ele recusou o bafômetro, mas apresentava sinais de embriaguez e estava com a CNH vencida.

A decisão homologou a prisão em flagrante, mas permitiu que o médico responda ao processo em liberdade. Como medida cautelar, a Justiça determinou que ele frequente um curso de reciclagem do Detran/MS voltado a condutores flagrados dirigindo sob efeito de álcool.

Além disso, Orlando deverá manter o endereço atualizado e comparecer aos atos processuais sempre que for convocado. Após a audiência, foi expedido alvará de soltura.

O médico havia sido preso após acidente ocorrido por volta das 19h de domingo, no cruzamento da Rua Culuene com a Avenida Conde de Boa Vista. Conforme a investigação, a caminhonete Toyota Hilux conduzida por ele seguia pela Rua Culuene, onde existe sinalização de parada obrigatória, quando atingiu uma motocicleta Yamaha Factor ocupada por duas mulheres.

Com a batida, a condutora da moto foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada à Santa Casa com suspeita de fratura no punho direito. Já a passageira, de 20 anos, foi levada para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Santa Mônica com fortes dores na região pélvica.

Segundo o boletim de ocorrência, Orlando admitiu aos policiais que havia ingerido bebida alcoólica durante a tarde. Ele foi convidado a realizar o teste do bafômetro, mas recusou. Ainda assim, os militares registraram sinais de alteração da capacidade psicomotora, entre eles odor etílico, olhos avermelhados e fala alterada, o que motivou a lavratura do termo de constatação de embriaguez.

Durante a checagem dos documentos, a polícia também constatou que a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) do médico estava vencida desde dezembro de 2025.

Na delegacia, Orlando foi autuado pelos crimes de lesão corporal culposa na direção de veículo automotor e condução de veículo com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool. O delegado responsável ratificou a prisão em flagrante e encaminhou o caso ao Judiciário.

Na audiência de custódia, entretanto, a Justiça entendeu que não havia necessidade de manter o médico preso e concedeu liberdade provisória, condicionada ao cumprimento das medidas impostas.

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